Quem nunca acordou numa manhã de muito frio, já completamente atrasado para um compromisso, e se viu aos ''nervos'' com o carro sem partida. Murros no volante aliados aos palavrões matinais e até apelos divinos jamais foram capazes de resolver o infeliz problema. O tempo passou e graças ao avanço da tecnologia essa situação parece ter sido completamente retirada do nosso dia-a-dia.
A falha na ignição acontece com os carros mais antigos, equipados com carburador. A temperatura baixa do ar faz com que mistura de ar e combustível necessária para movimentar o veículo fique muito fraca, não sendo possível causar a explosão interna do motor e por conseguinte o seu funcionamento.
Para isto, existiam os afogadores, que inseriam uma quantidade maior de combustível, enriquecendo assim a mistura com o ar. Nos veículos movidos à álcool a tarefa era mais díficil, e por isso havia a necessidade de um reservatório com gasolina exclusivamente para ajudar na partida a frio.
Nos carros mais novos, equipados com ignição e injeção eletrônica, o problema passou a ser resolvido automaticamente. Os inúmeros sensores espalhados pelo automóvel informam como está a mistura ar/combustível e o que deve ser feito para melhorá-la. Se o carro estiver em perfeitas condições é pouco provável que a partida falhe.
Mesmo assim, a chegada do inverno ainda pode interferir em alguns dos sistemas mais vitais para o funcionamento do veículo e causar pequenos transtornos aos motoristas. Para isso não acontecer, alguns cuidados básicos devem ser tomados antes do termômetro cair bruscamente.
O chefe de oficina da concessionária Fiat Marajó, Reginaldo Pereira da Silva, aponta que o essencial é realizar as revisões periódicas para manter o carro sempre em ordem. ''Com a manutenção correta, que vai desde a análise do sistema elétrico até o radiador, passando pelas velas e todo sistema do motor, dificilmente o carro vai dar problema'', diz.
Durante o período do inverno o conselho do mecânico é para que o motorista mantenha as velas e o filtro de ar sempre revisados. As primeiras, principalmente, se não estiverem em bom estado não dão uma queima boa de combustível e deixam o automóvel com falhas no momento da partida, ressalta Silva.
O óleo do motor, segundo ele, também merece um cuidado especial. Se o automóvel não está abastecido com o produto específico, poderá ter dificuldades para aquecer o motor, como explica. ''O óleo tem que ser sempre o adequado, do contrário pode haver uma degradação no inverno, ou seja, o produto pode congelar'', enfatiza.
Mesmo os veículos mais modernos movidos a álcool, equipados com injeção eletrônica (e por isso com uma tendência menor em dar problemas no inverno), precisam de uma manutenção preventiva. ''É necessário verificar com frequência o nível de reservatório de partida a frio que equipam estes modelos'', acrescenta Silva.

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