Rebocar carro exige critério
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de novembro de 2001
Fernanda Ongaratto<br>De Curitiba 
Se você for rebocar um carro que esteja estragado e precisando de auxílio para chegar até uma oficina, é bom pensar duas vezes. Antes de pegar uma corda e sair puxando por aí, é importante conhecer o artigo 236 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro).
Pelo novo Código, rebocar outro veículo com cabo flexível ou corda, salvo em casos de emergência, caracteriza-se como infração média, quatro pontos no prontuário e multa de R$ 85,128. O que quer dizer que você só vai poder puxar um carro com uma corda se ele estiver parado no meio de uma rua, colocando em risco a segurança do motorista e de outras pessoas. Segundo a assessoria de Comunicação Social do BPTran (Batalhão de Trânsito de Curitiba), a lei só permite que você tire o veículo da via para estacioná-lo em um local seguro, mas não rebocá-lo até uma oficina próxima.
Sendo assim, o que fazer quando é necessário prestar esse tipo de auxílio? A assessoria do BPTran diz que o ideal é ligar para um serviço especializado, seja um guincho ou uma oficina que tenha o cambão barra de ferro utilizada para rebocar automóveis e esperar que ela faça o transporte do carro.
As explicações para tanto cuidado é que pode ser perigoso rebocar um carro utilizando uma corda ou um cabo elástico. Em uma curva ou então em uma ultrapassagem, além dos riscos da corda arrebentar, o carro pode perder a estabilidade e acabar se chocando com outro veículo ou então atrapalhando o trânsito. A medida, segundo a assessoria do BPTran, visa a segurança do veículo e do motorista.
Mas vale lembrar que, sempre quando um automóvel for rebocado, ele precisa estar sinalizado com o pisca-pisca ou as setas. É indispensável também trazer um condutor na direção, já que o carro que está sendo puxado fica com o volante solto e não vai seguir as manobras do carro da frente. Essa determinação não está no CTB e por isso não é passível de multa, mas o BPTran informa que, se for flagrado um motorista rebocando outro carro sem alguém dentro, vai pará-lo e exigir a presença do proprietário do automóvel ou então de um responsável que possa conduzir o veículo inutilizado.


