Raridade de encher os olhos
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de maio de 2012
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local
A frente robusta é pintada em um belo vermelho bonanza e tem detalhes trabalhados em aço. Só isso já chama a atenção quando se vê um dos veículos do colecionador londrinense Fernando Luiz Massaro, mas alguns aspectos históricos não podem passar despercebidos.
Ele afirma que este é um dos poucos Ford F7 Big Job, ano 51, ainda em bom estado de conservação. ''Provavelmente, seja o único de Londrina e talvez da região neste modelo'', diz.
Comprado em 2007, foram quatro anos até que o F7 ficasse completamente pronto, processo que Massaro garante ter acompanhado de perto, inclusive trabalhando de forma direta na restauração, exceto durante a pintura. Tudo para ver sua paixão pronta e respeitando ao máximo as características visuais de sua época.
Se num primeiro momento o caminhão é um legítimo 51, a parte mecânica foi toda alterada. O motor, por exemplo, é do Mercedes 352 utilizado nos caminhões, principalmente da linha 1513, e não o Ford V8 original. A parte traseira recebeu diferencial e rodeiro também Mercedes. ''Optei pela mecânica Mercedes por ser mais fácil de ser encontrada atualmente'', argumenta.
Outra alteração que ''casou'' bem o Ford com um Mercedes foi o câmbio instalado. Com as peças alteradas, além de um custo menor de manutenção, Massaro garante uma direção mais confortável para realizar um sonho: transformar o ''cavalinho'' em um Motor Home e sair por aí, desfilando o clássico que, aliás, apresenta itens modernos e invocados.
Como já tinha os freios a ar, Massaro decidiu que o capô, que esconde o motor, também deveria utilizar o mesmo processo. Os vidros são elétricos e, por ter uma cabine pequena, - o que dificulta a visão traseira -, além dos retrovisores laterais, o lado do motorista também ganhou um espelho superior. ''Tudo o que podia pensar de moderno ou confortável, instalei nele, tomando cuidado para preservar o jeito do original'', esclarece.
Enquanto seu desejo não se torna realidade, o sucesso que o caminhão faz entre todas as gerações enche o empresário de alegria. ''Ele fica exposto no restaurante rural e as crianças pedem para entrar; e quem viveu a época desse caminhão lembra com saudade das histórias. Sou apaixonado por camionetes e caminhões antigos e a minha ideia é juntar todos os que eu conseguir em um lugar só'', revela.
Outro motivo de sua alegria são suas próprias lembranças. ''Cresci vendo meu pai e meu avô em caminhões e conservar esse F7 me faz bem, porque me faz lembrar do passado'', conta sem esconder a emoção.
Serviço:
O Ford F7 Big Job fica exposto no Rancho San Fernando, aos domingos, das 11 às 18 horas, no Distrito Espírito Santo, Rua São Paulo, 54 (próximo à igreja católica).