Um Gol ano 85 e um Voyage 86. À primeira vista, dois carros comuns e com algum tempo de estrada - fator que, sem dúvida, os desvalorizaria, mas não no mundo a que pertencem. No universo das arrancadas e rachas esses veículos, com o preparo adequado, podem proporcionar momentos de adrenalina sem igual para pilotos e espectadores.
Os mecânicos e pilotos Thiago José Pereira e Fabrício Narimatsu Foganholi - proprietários do Gol e do Voyage respectivamente - revelam que embora sejam carros de baixo custo, o valor investido em melhorias é elevado. ''Há investimentos que giram entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, mas isso não é garantia de vitória (nas competições). Até por isso procuramos carros que inicialmente apresentam um valor de mercado reduzido'', explica Foganholi.
A incerteza do resultado ocorre, segundo o mecânico, devido à montagem do carro e também da performance do piloto. ''Às vezes as peças são boas, mas juntas não funcionam como o desejado ou ainda o automóvel é bom, mas o piloto não'', analisa.
Os profissionais dizem que para uma competição de arrancada o importante não é a velocidade final do automóvel, mas a rapidez com que ele consegue sair em disparada. Por isso são feitas adaptações no motor, embreagem, câmbio e também outras peças, como a suspensão.
Leia mais na matéria do repórtes Vinícius Fonseca

mockup