DivulgaçãoA carenagem do modelo foi desenvolvida a partir de testes realizados em túnel de vento. Custa US$ 27.490Toda moto transporta uma carga de emoção e liberdade: vento no rosto e o integração com o meio ambiente. Se ela for do tipo estradeira e de grande cilindrada, a aventura ganha horizontes mais amplos e as emoções parecem não ter limites. Na BMW R 1.100 RT, todos estes ingredientes ainda recebem, como tempero, uma generosa dose de tecnologia. O que aumenta o prazer de pilotar e contribui para tornar o passeio mais seguro.
A moto grand turismo alemã transpira tecnologia de última geração por todos os lados. A começar pelo visual arrojado, que já denuncia o que espera pelo piloto. Testes em túnel de vento resultaram em uma vultosa carenagem, que cobre toda a motorização e forma com o tanque uma peça única. Os piscas foram incorporados à carcaça dos espelhos retrovisores e o pára-lama dianteiro é bem envolvente. Tudo para diminuir o atrito com o vento e garantir um bom coeficiente de penetração aerodinâmica: 0,49 cx. Um homem andando de bicicleta tem 1,0 cx.
Os 90 cv do motor levam a moto aos 196 km/h e faz de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos
O pára-brisa da R 1.100 RT também foi desenvolvido para melhorar a aerodinâmica da moto. Ele possui regulagem elétrica, por um botão no guidom, para se adequar ao perfil do motociclista. Quem assume a moto, ainda lucra por se livrar da pressão do vento forte.
O conforto do piloto foi uma das maiores preocupações da BMW ao direcionar seus esforços tecnológicos neste modelo estradeiro. Nos dias de frio, as manoplas podem ser aquecidas eletricamente e dois dutos no painel liberam ar quente desviado do radiador de óleo do motor. A trilha sonora do passeio é garantida pelo rádio/toca-fitas, posicionado em um compartimento fechado a chave na lateral do tanque. Além disso, a BMW ainda se deu ao luxo de colocar os comandos de volume e procura automática de estação no guidom. Outros aparelhos eletrônicos, como o telefone celular, podem ser acoplados à tomada de força, semelhante à tomada de um isqueiro de carro, existente no painel da RT. Quem quer levar a fundo a vocação estradeira da BMW, conta opcionalmente com duas malas laterais, com capacidade para 33 litros de bagagem, e uma traseira, com 30 litros.
Entre tantos itens de comodidade, a marca alemã não esqueceu de equipar a moto com um painel de dar inveja a muito carro médio. Além do trivial velocímetro, com hodômetro total e parcial, ela traz marcadores digitais de combustível e de temperatura do motor, além de conta-giros. Dessa maneira fica fácil monitorar o funcionamento do motor boxer de 1.085 cm3 com dois cilindros opostos, quatro válvulas em cada e injeção eletrônica.
Esse propulsor gera 90 cv a 7.250 rpm e 9,7 kgfm de torque a 5.500 rpm, que levam a RT aos 196 km/h e de zero a 100 km/h em assustadores 4,3 s. Na hora de parar, entram em cena os freios a disco duplo ventilado na dianteira e disco simples na traseira, gerenciados por ABS. O câmbio de cinco marchas trabalha com a transmissão via eixo cardã.
A tecnologia aplicada na segurança também se revela na suspensão. O modelo exibe na dianteira um conjunto monochoque nos moldes dos adotados normalmente em suspensões traseiras: o sistema Telelever, que fica quase embaixo do tanque. Os garfos dianteiros servem apenas para equilibrar o conjunto. Trata-se de mais um dos muitos avanços que tornam a RT uma das mais caras do Brasil: US$ 27.490.
A R 1.100 RT é uma moto que custa mais que um Vectra GLS 2.0, mas não é a estradeira mais cara disponível no mercado interno. A própria BMW possui outro modelo grand turismo que ocupa esta posição no mercado interno: a K 1.100 LT. Apesar de não ter design tão arrojado como da RT, e nem algumas das inovações técnicas como a suspensão Telelever, a K custa US$ 29.990. Em compensação, traz um motor mais potente, de 100 cv, e já vem com duas malas laterais e um banco com encosto alto para o carona. Outra estradeira que custa tanto quanto um médio de luxo é a Electra Glide, da Harley Davidson, que sai por US$ 24.300.
Ela herda o carisma da lendária marca americana, mas é impulsionada por um motor de apenas 49 cv. Isso apesar de se tratar de um propulsor com 1.340 cm3 e dois cilindros em V. A Electra Glide não traz grandes avanços tecnológicos, mas esbanja charme com o estilo clássico, que é seu maior atrativo. O conforto para viagens é garantido pelo encosto no banco e pelas três malas rígidas. A Triumph também comercializa um modelo estradeiro no país: a Trophy, com motores de 900 e 1.200 cm3. A moto inglesa custa entre US$ 19.900 e US$ 21.900 e se destaca pelo visual futurista e pelos potentes motores de 100 cv e 105 cv, respectivamente.

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