Quem insiste em errar volta à sala de aula
A sala de aula é a arma mais eficaz que as autoridades de trânsito têm contra os maus motoristas. A maioria deles chega aos cursos de reciclagem por dirigir embriagado, em alta velocidade ou depois de acumular três multas no mesmo ano. Os infratores só têm a habilitação de volta após concluído o curso, que deveria existir em todos os Estados.
A duração média é de cerca de 20 horas e as lições são sobre relações humanas, legislação de trânsito e direção defensiva. Em Curitiba, cenas de acidentes graves são exibidas nas aulas. Mas apenas 35 alunos, em média, assistem ao curso curitibano a cada dois meses. Para voltar a dirigir, o aluno deve ter 100% de presença e, no mínimo, 70% de aproveitamento.
No Rio, por outro lado, o curso não tem cenas de acidentes e tampouco reprova os alunos. Basta que os infratores assistam a todas as aulas para ter a carteira de habilitação devolvida. Ainda assim, o número de alunos é mais baixo do que o do curso curitibano: raramente passa de 25 alunos por curso.
Os psicólogos insistem que educação e exames mais rigorosos são algumas das saídas para combater maus motoristas, além de fiscalização mais eficiente e punição mais dura. Como resposta, tramita na Câmara dos deputados o projeto de lei do novo Código Nacional de Trânsito.
Caso não haja mudanças no projeto, uma das novidades da nova lei será a necessidade do pretendente à carteira de habilitação frequentar curso de direção defensiva. Será um pré-requisito para tirar a carteira.
Pelo projeto, depois de aprovado o novo motorista receberá autorização para dirigir válida por um ano. Ele só receberá a carteira de motorista passado este período e caso não tenha cometido nenhuma infração grave.
A renovação da habilitação também sofrerá mudanças. Uma delas é a obrigatoriedade do exame psicotécnico para todas as categorias de motoristas. Até agora, motoqueiros e condutores de carros de passeio estão isentos desta obrigatoriedade.





