Quem ainda dirige, se diz consciente
Quem ainda dirige e, por enquanto, não pensa em parar, se diz um motorista consciente, mesmo que essa consciência seja dos erros que comete. É o caso de Vilma Caumo, 73 anos. Ela diz que dirige bem, mas que evita trafegar em ruas muito movimentadas porque tem medo de bater em alguém. Outra coisa que Vilma não faz é ultrapassar os 60km/h. Na minha cabeça eu ando bem. Por isso é que eu acho que não é perigoso continuar dirigindo, explica.
Vilma conta que os dois maiores problemas dela são as faixas de rodagem e as motos. As faixas porque ela não costuma ligar a seta para ir de uma para outra, o que lhe rende alguns palavrões, e as motos, porque ela tem dificuldade de vê-las no trânsito. Já bati em duas motos, mas nada grave, garante.
Quanto a parar de dirigir, Vilma diz que só vai abandonar o carro no dia que o médico mandar. Não viveria sem o carro. Ele faz falta para ir no supermercado, nos bailes, na igreja, explica.
Terezinha Bero Bertolin, 62 anos, também se diz consciente. Ela afirma que no dia que não tiver mais condições de dirigir, vai, sem problema nenhum, estacionar o carro.
Mas enquanto esse dia não chega, Terezinha viaja, pega chuva, neblinaetc. Ela conta que não empata o trânsito, tanto que, o pé de chumbo já lhe rendeu algumas multas. Acho que ando bem e a minha filha também concorda. Ela só não gosta muito quando pego estrada sozinha, explica.





