O insulfilme, instalado nos automóveis por motivos diferenciados, também causam polêmica entre autoridades de trânsito e motoristas. Já há algum tempo, o acessório virou epidemia entre os proprietários de veículos mas, além dele, outro dispositivo tem se tornado um vilão. É a barra de impulsão, popularmente conhecida como ‘‘quebra-mato’’. Na Europa, o acessório já foi proibido de circular em via pública porque pode aumentar ainda mais as lesões de vítimas em casos de atropelamentos.
  O ‘‘quebra-mato’’ é instalado em utilitários a pretexto de proteger o veículo no tráfego fora da estrada, mas acabam se tornando uma ameaça a pedestres, ciclistas e motociclistas em caso de atropelamentos e colisões. Segundo especialistas, um carro equipado com o ‘‘quebra-mato’’ tem nível de deformação dianteira alterado, em caso de acidentes, provocando até a antecipação da abertura dos airbags, bolsas infláveis, para carros que são equipados com o dispositivo. Ainda não existe nenhuma regra sobre o assunto.
  No caso dos insulfilms, já existe regra definida. De acordo com a Resolução 73/98 da Lei 9.503, de setembro de 1997, a transparência mínima permitida é de 75% no pára-brisa, 70% nos vidros das portas dianteiras e 50% nos demais. Segundo o inspetor da PRF, a fiscalização é feita através do carimbo impresso na película, indicando a taxa de transparência. ‘‘Até então, a Polícia Rodoviária Federal leva em consideração o que está na chancela. Se não estiver no nível permitido ou se o veículo não tiver a taxa de transparência impressa, o condutor é autuado e deve retirar a película na hora’’, finaliza.

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