A busca por carros mais econômicos e com bom rendimento nas ruas e estradas forçou a indústria automobilística a melhorar motores, chassis, e até mesmo a aerodinâmica, na tentativa de garantir o desempenho desejado por motoristas exigentes. Mas a evolução dos equipamentos acabou elevando preços de peças, acessórios e mão-de-obra, exigindo do consumidor classe média mais atenção na hora de adquirir um veículo.
Nesta edição, a Folha faz um levantamento de custos envolvendo os carros populares das quatro principais empresas: Chevrolet GM (Corsa e Celta), Fiat (Pálio e Uno), Ford (Fiesta e KA) e a Volkswagen (Gol). Todos possuem motores mil cilindradas. Vale lembrar que a análise de preços de uma manutenção não faz do carro melhor ou pior que outro. Basta lembrar que existem vários quesitos – como conforto, desempenho, segurança e (na atual situação econômica) consumo de combustível – que satisfazem os mais variados gostos e garantem mercado para todas as empresas, incluindo as recém-chegadas no mercado (como o Renault Clio, por exemplo).
Conversando com motoristas, vendedores de lojas de autopeças e mecânicos de oficinas especializadas (mas que não pertencem ao quadro das assistências técnicas de cada marca), foi possível elaborar uma tabela com preços de manutenção e peças. Ao contrário da afirmação popular, que aponta os carros VW como os de mais baixo custo, verificou-se que nos últimos cinco anos os motores Fiat reduziram consideravelmente as despesas para seus proprietários. Mas a principal novidade está nos populares da GM, cuja manutenção, segundo especialistas, sai mais em conta que o Gol MI, um dos preferidos do público.
‘‘Até 1997, o motor do Gol era CHT, um dos melhores e mais econômicos em todos os sentidos. O problema é que a mudança para MI (8 e 16 válvulas) elevou os gastos com equipamentos, enquanto a Fiat e a GM conseguiram reduzir preços e expandir a venda de peças no mercado’’, analisou Rogério Aparecido Niwa, 27 anos, mecânico com formação especializada, que citou como exemplo a comparação entre a retífica completa do um motor CHT (cerca de R$ 700) e de um MI (que pode chegar a R$ 1,7 mil).
Carlos Servian Cáceres, 42 anos, 28 atuando como mecânico, também confirmou as mudanças no motor do Gol, mas, em sua avaliação, a redução nos preços dos carros Fiat e GM não seria tão significativa. Quanto à manutenção dos populares da Ford, a conclusão foi direta: é a mais cara. Além de possuir uma mecânica considerada mais complexa, muitas peças são difíceis de encontrar nas lojas tradicionais. ‘‘Bobinas, sensor de marcha lenta... Existem vários itens que não encontramos nas fornecedoras mais comuns, o que nos força a procurar as revendedoras autorizadas’’, explicou Cáceres, que preparou uma tabelinha com os preços para quem deseja ‘‘fazer’’ um motor (veja quadro).




Comparativo
Consumo médio por 1 litro de gasolina na cidade (segundo motoristas de Londrina)
Palio/Uno - 9,5 km
Gol MI - 11 km
Fiesta/Ka - 11 km
Corsa/Celta - 12 km
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Valor médio para ‘‘fazer’’ (retificar) um motor completo
Palio e Uno - R$ 1,5 mil
Gol MI - R$ 1,7 mil
Corsa e Celta - R$ 2 mil
Fiesta e Ka - R$ 2,2 mil
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Peças mais trocadas (preços médios de revendedoras)
- Bomba d’água
Palio/Uno - R$ 45,00
Corsa/Celta - R$ 76,00
Gol MI - R$ 180,00
Fiesta/Ka - R$ 380,00
- Pastilha de freio
Palio/Uno - R$ 28,00
Gol MI - R$ 30,00
Corsa/Celta - R$ 40,00
Fiesta/Ka - R$ 44,00
- Correia dentada
Corsa/Celta - R$ 28,00 (troca com 60 mil km)
Palio/Uno - R$ 34,00 (troca com 40 mil km)
Gol MI - R$ 45,00 (troca com 60 mil km)
Fiesta/Ka não utiliza correia

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