Quando o carro é passageiro
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domingo, 09 de janeiro de 2011
Renato Oliveira <Br>Reportagem Local 
Passar as férias no litoral sem precisar encarar quilômetros de estrada ao volante com a família. Basta pegar um avião ou ônibus que está resolvido o problema. Mas o difícil é ficar sem carro na praia. Alugar por toda a temporada pode encarecer demais o período de descanso. Pensando nisso, há quem opte pelo serviço dos caminhões-cegonha para ter o carro à disposição sem precisar ir guiando pela estrada.
Alexandre Calixto é proprietário de uma frota com mais de 20 cegonhas que, além de facilitar a vida de quem não quer se arriscar pelas rodovias, trabalha na logística de concessionárias, locadoras e empresas de leilões - público responsável por mais de 90% do negócio.
Com uma procura crescente de pessoas que preferem enviar o carro pelos cegonheiros, Calixto frisa um detalhe que poucos observam: as apólices de seguro não cobrem sinistros no caso de transporte sobre outro veículo. Isso significa que, se houver algum acidente com o caminhão, o dono do carro não tem garantia nenhuma.
''Acontece do pai querer enviar um carro para o filho que foi fazer faculdade em Curitiba, porque tem medo de algum acidente na estrada. Nesses casos a apólice não cobre sinistros e por isso a pessoa deve procurar um seguro à parte. Só para isso. Já houve acidentes desse tipo e costuma ser um problema'', ressalta.
Além do proprietário se precaver é necessário observar se o caminhoneiro também possui seguro da carga. Ele acredita que a maioria dos cegonheiros que atuam na cidade não possuem tal garantia.
''Muitas vezes a empresa tem seguro do caminhão, da carroceria (cegonha), mas não tem da carga. O que vale é o seguro do transporte. É importante entregar seu carro segurado para ser transportado por um caminhão-cegonha'', completa.
O preço varia de acordo com a necessidade do cliente. Calixto explica que para um veículo o valor médio é de R$ 400.
Outro caso curioso é o das locadoras de veículos. Em época de festas de final de ano e férias, a demanda por veículos no litoral aumenta significativamente. Calixto explica que muitas resolvem enviar os carros que sobram em Londrina, para Florianópolis por exemplo, para conseguir atender ao número de pedidos.
''A cegonha pega os carros da locadora em Londrina e leva para o litoral. Quando chega o final de fevereiro cai a demanda por lá. Daí começam a faltar carros aqui na região e nós trazemos tudo de volta. Nós atuamos dentro desta logística'', explica.
Há ainda concessionárias e leiloeiras que utilizam com muito mais frequência o serviço dos cegonheiros. Nesses casos existem os seguros pré-estabelecidos e por meio de convênios é possível reduzir o custo de transporte para até R$ 90.


