O trabalho compartilhado não foi algo planejado por pai e filho, embora Alberto dos Santos confesse que quando o filho nasceu "o trouxe para a oficina". "Eu tinha vontade que o filho trabalhasse junto, mas a gente nunca sabe", diz o pai.
João Vitor chegou a fazer faculdade de administração, conhecimento que agrega muito ao negócio, mas a paixão pelo trabalho artesanal de montagem de veículos falou mais alto. "Eu fui criado aqui (na oficina); meu hobby virou meu ganha pão", declara ele.
A proximidade de gerações e a troca de conhecimentos parece só ter agregado ao resultado do trabalho da Mecânica Santos. Mas como fica a convivência? "As pessoas me perguntam como pode o filho trabalhar junto, porque muitas vezes eles não querem seguir o mesmo caminho que a gente, mas ele se acertou nisso, acabou ficando na graxa também", brinca Santos.
João Vitor não esconde a admiração pelo trabalho do pai. "A gente discute, mas é muito bom ter a companhia dele, sempre peço opinião, ainda aprendo muito com ele", confessa. (C.F.)

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