Depois de vários anos de sucesso na Europa - ajudando a alavancar novamente a Fiat no Velho Continente -, o Punto chega ao Brasil para brigar por um segmento onde o Volkswagen Polo reina sem grandes sustos. Ele vem para suprir uma lacuna da Fiat e ficar, muito bem colocado por sinal, entre o Palio e o Stilo. São quatro versões, com os seguintes preços: 1.4 R$ 37.900, ELX 1.4 R$ 41.600, HLX 1.8 R$ 44.400 e Sporting R$ 51.900. Se alguém quiser o top de linha, com todos os opcionais disponíveis no mercado nacional, vai pagar R$ 67.922.
Lançado para toda a América Latina durante convenção realizada no hotel Hilton Buenos Aires, no chique bairro de Puerto Madero, na capital portenha, o Fiat Punto chega como duas opções de motorização: 1.4 e 1.8 litro, ambos flex. Vem preparar o mercado para a chegada do Fiat Linea - ambos usam a mesma plataforma -, que vai substituir o já cansado Fiat Marea.
Durante o lançamento, a direção da Fiat chegou até a dizer que, com a chegada do Fiat Punto, cria-se um novo segmento, o ''sporthatch''. ''Com mais de quatro metros de comprimento, perfil jovem e esportivo e bom espaço interno, o Fiat Punto é maior do que todos os hatchbacks compactos, mais luxuoso do que muitos sedãs e mais completo do que muitos hatchbacks médios. Por tudo isso, ele ocupa um nicho de mercado só seu'', disse Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat Automóveis.
Deixando o neologismo de lado, a verdade é que o Punto tem realmente um design absolutamente original. E alguns pontos exclusivos. Afinal, nenhum outro automóvel brasileiro oferece o Blue&Me, um avançado sistema de comunicação e entretenimento, que eleva a interação entre homem e máquina a um novo patamar. Nenhum outro hatchback pode ser equipado com o Skydome, o teto solar panorâmico que ocupa cerca de 70% do teto. Além disso, o Fiat Punto é o segundo modelo no mercado nacional a receber vidros laminados nas portas laterais - o primeiro foi o Fiat Idea. Como se isso não bastasse, o Fiat Punto ainda pode ser equipado com até seis air bags, entre eles os window bags, bolsas infláveis tipo cortina.
Na dianteira, o capô mais largo e o pára-brisa sobressaem quase que como um único elemento: eles praticamente se fundem em uma linha fluida e provocante de grande elegância, acentuando o caráter esportivo do carro. A linha afilada do capô só termina na grade, que estabelece o limite com o pára-choque.
Na lateral, da ponta do capô até o teto, o perfil do carro é uma diagonal contínua que dá bem a noção de sua vocação esportiva. Essa linha termina na traseira robusta e praticamente vertical: a revelação de que o Fiat Punto pode, com igual desenvoltura, acolher passageiros, desempenhar tarefas no dia-a-dia, ser um companheiro no trânsito.
Um detalhe original são os vidros triangulares à frente das portas dianteiras. Eles não se abrem como os antigos quebra-ventos, mas é um recurso estilístico que alonga o carro, reforçando ainda mais sua imagem de energia. Já os espelhos retrovisores externos foram inspirados nos modelos de F-1. Com contornos esportivos, eles inserem-se entre os vidros triangulares e as janelas das portas, constituindo um elemento aerodinâmico.
Na traseira, a sensação é de grande solidez e confiabilidade. O teto afilado termina como se fosse um aerofólio. Ele incorpora o brake-light e, juntamente com as lanternas, emoldura o vidro retangular que oferece excelente visibilidade. Reforçando a impressão de robustez, o grande pára-choque envolvente protege toda a traseira. Em sua parte inferior há nichos que embutem as luzes de ré. A tampa do porta-malas é lisa e limpa - só se vêem as logomarcas Fiat e Punto.
Mas é no interior que o Fiat Punto desenvolvido no Brasil se diferencia do modelo europeu. Segundo a montadora, as cores e texturas internas foram adequadas para o gosto do cliente local. E, para agradá-lo ainda mais, foram criados novos porta-objetos: o aproveitamento ainda mais racional do espaço interno resultou em um segundo porta-luvas, acima do original, e em bolsas nas portas dianteiras, que acomodam até garrafas pequenas, nas laterais e atrás dos encostos dos bancos dianteiros.
O único detalhe que não agrada são os acabamentos das portas, em preto e vermelho, do modelo Sporting. Não combinam em nada com o interior do veículo, principalmente as maçanetas que querem passar um toque esportivo, mas ficaram com cara de antiquadas. E não venham dizer que é mais ''um detalhe original de nítida inspiração retrô'', frase perfeita para marqueteiros, só para marqueteiros.

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