Punto 2011 ganha novos motores
Curitiba - Com mudanças internas e na gama de motores, o Fiat Punto 2011 chega ao mercado buscando ampliar a participação da fábrica mineira no segmento premium dos hatches compactos (hoje na casa dos 17%). Agora com quatro diferentes motorizações e opção de câmbio automatizado em algumas versões, o Punto marca a estreia dos novos propulsores E.torQ, produzidos na fábrica da FPT - Fiat Powertrain Technologies, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.
As duas versões do novo propulsor, 1.6 16V e 1.8 16V, substituem o motor 1.8 de origem GM que, ao menos por enquanto, segue equipando a família Palio. Mas, futuramente, a família E.torQ deve chegar também aos demais modelos da montadora, podendo aposentar também o motor 1.9 utilizado pelo Linea. Além das duas motorizações lançadas agora, seguem como opção da linha Punto o propulsor Fire 1.4, em versões aspirada e com turbocompressor (esta exclusiva da versão esportiva T-Jet).
Com a adoção dos novos motores, o Punto passa a ser comercializado em sete versões diferentes, com preços que variam dos R$ 39.290 da básica Atractive 1.4, aos R$ 64.670 da T-Jet 1.4 Turbo. O novo motor 1.6 16V está disponível apenas na versão Essence, comercializada por R$ 44.190. E o motor 1.8 16V também pode equipar o modelo Essence - R$ 46.250 na versão manual e R$ 48.750 com câmbio automatizado Dualogic -, sendo padrão na versão Sporting - R$ 51.200 com câmbio manual e R$ 53.730 com Dualogic.
Visto de fora, o Punto apresenta como novidade apenas novas rodas e calotas, o que destaca o acerto de seu desenho, que não perdeu em modernidade desde o seu lançamento. Internamente, são novos os revestimentos, a iluminação do painel com LED's de cor branca e o novo sistema de som integrado ao painel. Entre os itens de série disponíveis já na versão de entrada estão direção hidráulica, computador de bordo, comando interno de abertura de porta-malas e tanque de combustível, limpador/desembaçador do vidro traseiro, sistema Follow me Home e My Car Fiat, travas elétricas e vidros dianteiros elétricos com função um toque e sensor antiesmagamento.
A Essence 1.6 conta com ar-condicionado, volante com regulagens de altura e profundidade, faróis de neblina e mais funções no computador de bordo (chegando a 10). A Essence 1.8 ganha retrovisores elétricos, apoio de braço central para motorista, e chave-canivete com telecomando para abertura e fechamento de portas e vidros. Se for equipada com câmbio Dualogic, conta também com controlador de velocidade. A Sporting tem, além de diferenciais de estilo - faróis com máscara negra, saias laterais, ponteira de escapamento esportiva, aerofólio e rodas de liga leve aro 16 -, airbag duplo, freios antitravamento (ABS), toca-CD com MP3 e volante de couro com comandos de rádio integrados. E a T-Jet vem de série com freios a disco nas quatro rodas, som Hi-Fi com subwoofer, rodas de liga leve aro 17 e pneus 205/50, além de itens estéticos exclusivos.
A FOLHA avaliou as versões Essence 1.8 16V Dualogic, no Autódromo Internacional de Curitiba, e Essence 1.6 16V em percurso urbano. Mesmo o motor menor, com 117 cavalos de potência quando abastecido com etanol (115 cv com gasolina), mostra boa disposição para mover os 1.170 kg do veículo. Nisso, supera com folga o motor 1.4, mais adequado aos modelos menores da fábrica italiana. Mas, apesar do bom trabalho dos engenheiros, que conseguiram ampliar a faixa de torque do motor - segundo a fábrica, 80% do torque máximo já está disponível a 1.500 rpm e 93% a 2.500 rpm -, o motor demora um pouco a responder nas retomadas, exigindo trocas mais frequentes de marcha. Comportamento típico dos motores multiválvulas que exige alguma adaptação por parte do condutor, embora pouco influencie no uso cotidiano do carro.
A curva de torque plana colabora mais na redução do consumo, que segundo a fábrica é de 8,1 km/l no ciclo urbano e 10,8 km/l no rodoviário, com etanol - durante o teste, com trânsito levemente engarrafado, o computador de bordo registrava a média de 7,5 km/l.
A versão 1.8, que rende 132 cavalos quando abastecida com etanol (130 cv com gasolina), tem comportamento dinâmico bastante semelhante, com um pouco mais de disposição para as acelerações (vai de 0-100 em 9,8 segundos, contra 10,5 segundas da vesão 1.6) e velocidade máxima (191 km/h contra 182 km/h) e consumo (7,8 km/l no ciclo urbano, com etanol) levemente superiores. Já o câmbio automatizado, apesar das melhorias, ainda desagrada pelas trocas de marcha pouco suaves.
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