Um automóvel eternamente jovem. Assim pode ser descrito o Puma GTB 1979, do empresário londrinense Fábio Maran. Com um design arrojado e traços bem difinidos, o esportivo totalmente nacional nem parece ter mais de 30 anos de existência.
Na cor vermelha, o veículo - que chegou a ser o segundo mais caro do País em sua época, perdendo apenas para o Landau - desperta a curiosidade por onde passa tanto por suas características quanto por sua raridade. ''Muitos jovens, quando olham o carro perguntam qual seria esse automóvel, se Ferrari ou Porsche, nem acreditam quando falo que é Puma 79'', relata Maran.
Um fato curioso, segundo o empresário, é a maneira como o esportivo foi produzido. O motor seis cilindros em linha, o câmbio e a tampa do tanque de combustível são do Opala, a lanterna traseira é do Alpha Romeo, a dianteira é do Galaxy, e a chave de pisca e a maçaneta interior da porta da Brasília. ''Tudo isso é original e quem fez foi a própria Puma, aproveitando acabamentos de carros da época em um design esportivo, que depois deste não se vê mais no Brasil'', afirma.
Maran diz ter o Puma há aproximadamente 10 anos e comenta ter feito algumas alterações. O câmbio, por exemplo, passou de quatro para cinco marchas e houve uma modificação na alavanca, que deixou a peça com uma cara ainda mais moderna. O motor originalmente de 187 cavalos foi alterado, passando para 350. ''Dei uma 'envenenada' nesse motor, como se dizia antigamente, para que ele tenha uma performace melhor'', afirma.
As rodas também não são originais, mas nada que tire o brilho do veículo. Pelo contrário, a ''roda gaúcha'' com um pneu de 29,5 cm de largura de banda permite ao veículo sair patinando de acordo com a aceleração.
Outros detalhes que não passam despercebidos são o nome da marca no apoio lateral para subir no automóvel e as portas que escondem uma alavanca projetada para abrir o porta-malas.
Ao longo de 10 anos não faltam histórias curiosas sobre o Puma GTB. Por ser um veículo nacional, encontrar as peças nem sempre é fácil, mas Maran tomou cuidado para comprar um carro que tivesse preservada a maior originalidade possível. ''Sempre quando vou fechar um negócio analiso toda essa questão de peças e de funcionamento. Nesse Puma, faltava o volante e eu sabia que precisava encontrá-lo'', lembra ele.
O objetivo de Maran foi conquistado de uma maneira inusitada. ''Tinha um rapaz que fazia uns trabalhos para mim e vi no Fiat 147 dele o volante do Puma todo destruído. Ofereci um volante novo para ele em troca e consegui o que queria'', explica.
Ao abrir a fibra do capô é possível perceber a inscrição 690. Estima-se que apenas 720 Pumas foram fabricados e numerados. Outro fato marcante para essa linha é que ela tinha uma fila de espera de dois anos. ''Vender nunca foi o problema para a Puma, o difícil era dar conta de produzir.''

Puma: eternamente jovem
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