Puma 81 não 'amarela' na estrada
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sábado, 25 de agosto de 2012
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
Maringá - Um esportivo nacional de design arrojado, o Puma parece nunca sair de moda. Com seu estilo conversível e compacto esse automóvel enche os olhos de apaixonados por antigomobilismo e ainda mais daqueles que gostam de privilegiar marcas brasileiras.
Com mecânica relativamente simples e bons cuidados, a máquina não nega estrada, é o que garante alguns de seus admiradores. Um deles, o administrador de empresas de Campo Largo Claudir Antonio Wenski, usa suas viagens como prova de resistência para o modelo.
Proprietário há cerca de oito anos de um GTC 1981, ele lembra que em 2004, quando fez o motor do automóvel, o hodômetro foi zerado e desde então o veículo já ostenta 34 mil quilômetros rodados. Em sua lista de lugares visitados, estão encontros de várias partes do Brasil e também no estrangeiro, como por exemplo, a capital uruguaia, Montevidéu. ''Em Montevidéu fomos em um grupo com diversos Pumas, tem até um adesivo no para-brisa que indica essa viagem feita em setembro do ano passado'', diz.
Ele acrescenta que em quase todos os finais de semana seu Puma Amarelo pega a estrada. A única restrição é em caso de chuva, no dia do encontro ou na noite anterior. ''Quem tem e cuida de carro antigo evita até mesmo a pista molhada. Se choveu no dia anterior e ao sair vejo que tem spray de água na pista eu nem tiro o carro'', afirma.
Membro do Clube de Veículos Antigos Especiais de Campo Largo - OldCars, o administrador revela ter outros dois Fuscas de época, mas é sem dúvida o Puma aquele que mais mexe com seu coração.
A Puma do Brasil se notabilizou por seus carros extremamente esportivos que faziam a cabeça sobretudo dos homens, principalmente nas décadas de 60 e 70. ''Sou de 62 e cresci vendo esses carrões pelas ruas, nas praças. Sempre alimentei o sonho de ter um até que consegui'', revela, sem esconder a emoção.
Projetado em fibra de vidro, com motor 1,6 e assoalho, ambos de uma Brasília, o veículo tem ainda uma caixa de câmbio quatro marchas também oriunda de automóveis Volkswagen. ''O assoalho precisa ser recortado para se enquadrar ao tamanho do Puma'', esclarece.
O volante, que mescla as cores interna e externa do Puma, confere ainda mais charme e estilo ao veículo.
Como em todo bom conversível esportivo, espaço interno não é o forte do Puma. Diferente da tecnologia utilizada hoje, no entanto, no que se refere à direção, os freios ainda são a tambor. Nada que diminua o carinho e admiração de Wenski pelo automóvel. ''Posso dizer, com certeza que o menino que um dia sonhou em ter um Puma, hoje está realizado'', garante.


