Os veículos conceituais são um exercício de design, tecnologia e criatividade. O W 12 e a Parati EDP II expostos no estande da Volkswagen no Salão do Automóvel de São Paulo são provas materiais desta proposta.
Trata-se de dois protótipos criados e construídos apenas com o objetivo de se estudar um determinado potencial de desenvolvimento de Engenharia e Design, exatamente como diz o nome EDP, iniciais de ‘‘Engineering Design Prototype’’, e sem intenções de comercialização a curto e médio prazos.
O desenvolvimento desses carros especiais ocupa profissionais de muitas áreas na companhia, e é tratado com a mesma seriedade e exigências que teria o de um novo modelo para o mercado, e leva às vezes, quase o mesmo tempo que este quando se fala no trabalho dos Designers e desta parte do processo de criação de novos modelos.
O motor do W 12 é uma união de dois VR6 soldados em 72 graus, tem 5.5 litros e gera 420 cv de potência e 530 Nm de torqueO W 12 é um superesportivo desenvolvido pelo designer Giugiaro, do estúdio italiano Italdesign, que traz motor central de 12 cilindros em W, freio a disco ventilado nas quatro rodas e tração total permanente. O W 12 foi concebido para andar em pistas de corrida e não nas ruas.
O motor é resultado da união de dois motores VR 6 soldados em ângulo de 72 graus, e é relativamente compacto: mede 510 mm de comprimento por 700 mm de largura. Construído em alumínio, com alguns componentes de magnésio, o motor do W 12 tem 5.5 litros, gera 420 cv de potência e torque de 530 Nm.
A Parati EDP II tem vocação ‘‘off-road’’ e foi desenvolvida pelo Estúdio de Design da Volkswagen do Brasil a partir da versão GTI de motor 2.0 16V e 200 cv de potênciaO W 12 pesa 1.200 quilos, mede 4,4 metros de comprimento e 2 metros de largura. A carroçaria é em plástico e fibra de carbono, e o ‘‘santantônio’’ é de alumínio.
Já a Parati EDP II é a evolução da Parati EDP 200, uma versão ‘‘nervosa’’ com motor 2.0 16V de 200 cv apresentada em salões anteriores. Totalmente desenvolvida pelo Design Estúdio Volkswagen do Brasil, a Parati EDP II traz uma proposta de utilização inspirada na atual tendência de criação de versões leves de veículos tipo ‘‘sport utility’’.
O sucesso de versões como os Pajero, Cherokee, Explorer e Blazer está levando ao aparecimento de modelos para uso misto baseados em peruas e versões ‘‘wagon’’ de carros consagrados, como por exemplo, o Volvo V70 Cross Country e o Subaru Outback, visando atingir um mercado de pessoas que gostam ou precisam de um veículo que possa enfrentar estradas ruins sem necessariamente ocuparem um espaço muito grande na garagem.
A Parati EDP II foi baseada na versão GTI de quatro portas. Para enfrentar os terrenos mais difíceis, o carro teve a suspensão reforçada, distância livre do solo aumentada em 50 mm e pneus exclusivamente desenvolvidos pela Goodyear, nos Estados Unidos.
Os faróis de luz baixa são em canhões duplos, com lâmpadas de gás xenon, e formam um conjunto ótico único com os refletores próprios para luz alta. Em volta de todo o carro, uma moldura de fibra de carbono, dá o toque de robustez ao veículo. No teto, o rack com travessas de alumínio maciço, permite a fixação de acessórios.
Na traseira, os refletores da lanterna são redondos e cobertos por uma lente fumê. O escapamento é duplo, com ponteiras de alumínio usinado. Por dentro, o painel de instrumentos é original e traz apliques metalizados, iluminados com luz neon e bancos Recaro em couro. Os assentos trazeiros são individuais e os apoios de cabeça são integrados.

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