Curitiba - Alvo fácil de bandidos e bastante frágil em acidentes de trânsito, as motos passaram a ser rejeitadas pelas seguradoras. Com valores de apólices altos, que chegam a variar entre 30% a 40% do valor das motocicletas, principalmente para as de baixa cilindrada, muitos proprietários não tiveram opção: passaram a arriscar e transitar com o veículo sem seguro. Em acidentes leves, como as peças geralmente têm preço acessível, o bolso não "dói" tanto. Mas o grande problema é quando a moto é roubada. O prejuízo é ainda maior para quem utiliza a moto como ferramenta de trabalho e geralmente ainda está pagando as prestações do veículo.
A procura por alarmes foi alta nos últimos anos mas, segundo Jackson Ferreira da Silva, da Furuta Audio Car, vem perdendo espaço para os rastreadores. "É mais caro porém traz mais benefícios", explica. O alarme tem o funcionamento mais simples. Bloqueia o combustível da moto, dispara o aviso sonoro e busca chamar a atenção de quem está por perto no momento da ação dos bandidos. Os preços variam a partir de R$ 389. Já os rastreadores têm uma série de funções e ainda são versáteis: podem ser recolocados em outra moto ou em um automóvel, caso o proprietário mude de veículo.
O rastreador funciona com o chip de celular, que envia e recebe comandos via SMS. Por meio de outro celular, é possível bloquear o combustível da moto, pedir a localização e ainda montar uma "cerca eletrônica", definindo uma área em metros em que a moto é bloqueada se ultrapassar aquele raio. "Ele traz mais métodos de segurança que o alarme, por isso tem sido mais procurado. Além disso, ele tem uma bateria extra. Se o cabo da bateria da moto for cortado, ele envia uma mensagem avisando que ela foi retirada e manda a localização", complementa Ferreira. O rastreador tem modelos a partir de R$ 1 mil, que não têm ligação com empresas, por isso não é necessário pagar mensalidades para manutenção do equipamento.
Outra opção mais barata e que também bloqueia a moto é o antifurto. Ele funciona com um controle de presença. É uma espécie de "chaveiro" que, quando está longe da moto, impede que ela seja ligada ou corta a passagem de combustível. Os preços variam a partir de
R$ 139.
O rastreador foi a opção escolhida pelo metalúrgico Edenilson Pszebeovicz, que teve uma CG150 levada em um assalto à mão armada em junho, quando chegava em casa. "Acho que ela estava mais visada justamente por não ter nenhum dispositivo de segurança", analisa Pszebeovicz.
Semanas depois, a moto foi encontrada sem algumas peças principais. Ele já tinha comprado outra, uma CB300, na qual decidiu instalar um rastreador. "É por meio de uma empresa. Custou R$ 100 a instalação, mais uma mensalidade de R$ 75, que é acessível em comparação com um seguro", avalia.
Segundo ele, o valor pedido pelas seguradoras para a CG150 que foi roubada era de aproximadamente R$ 3 mil por ano, o mesmo valor da moto. "Por isso o rastreador sai mais em conta e também traz segurança, que é o que a gente tenta buscar hoje em dia, para ter um pouco mais de tranquilidade", observa.

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