Produção do Corsa
com motor a álcool
começa em maio
A General Motors do Brasil vai
iniciar em maio a produção do Corsa 1.0 movido a álcool. A informação foi dada pelo vice-presidente da montadora, José Carlos Pinheiro Neto. Segundo ele, o atraso no lançamento do modelo, previsto para janeiro, foi motivado por problemas de corrosão no bico da injeção eletrônica do veículo, o que levou a GM a trocar de fornecedor.
O novo modelo será montado nas versões hatchback e sedã e deverá ser fabricado sob encomenda. A montadora, que interrompeu a produção de modelos a álcool em 96, estuda ainda a fabricação da versão a álcool do Astra 1.8.
A Ford do Brasil também vai retomar neste semestre a
produção da perua Escort a álcool, que será equipada com o novo motor Zetec Rocam. De acordo com o presidente da empresa, Antônio Maciel Neto, a montadora estuda ainda o lançamento do Ka e do Fiesta a álcool.
O anúncio da GM e da Ford ocorreu dois dias depois das críticas do governador de São Paulo, Mário Covas, ao atraso das duas montadoras na retomada da produção do carro à álcool. A GM havia prometido lançar o modelo em janeiro e a Ford, no primeiro trimestre do ano. A cautela das montadoras foi motivada pelo franco ritmo de vendas dos veículos a álcool no País.
‘‘Gostaria muito de saber que há filas nas
concessionárias para a compra do carro à álcool’’, afirmou Pinheiro Neto, presidente da Associação Nacional dos Veículos Automotores (Anfavea). ‘‘A demanda pelo álcool é sinalizada inteiramente pelo mercado’’, disse o diretor de Assuntos Coorporativos da Ford, Célio Batalha.
Nos dois primeiros meses do ano, foram produzidas no
País 2.103 unidades, correspondentes a 1,2% do mercado. De acordo com previsões do presidente da Anfavea, a produção total deste ano deve somar pouco mais de 10 mil, mas poderá crescer 10% caso seja adotado o programa de renovação da frota, que está sendo negociado com o governo federal.
Atualmente, apenas a Volkswagen e a Fiat produzem
modelos a álcool. No ano passado, foram fabricados 2,6 mil veículos a álcool dos modelos Gol e Parati na planta da montadora alemã em Taubaté, o equivalente a 1,5% da produção total da Volks.