A Honda promete investir US$ 330 milhões e produzir 170 motos ao anoO Brasil deverá dobrar seu número de fabricantes de motos, caso os nove grupos que anunciaram projetos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste concretizarem os investimentos. Juntas, elas prometem gastar US$ 800 milhões para produzir 627 mil motos ao ano. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), calcula em 500 mil unidades o mercado potencial do setor em três anos. Como as oito empresas já instaladas na Zona Franca de Manaus garantem essa produção, as indústrias ou vão exportar ou terão que manter encalhes.
O gerente-executivo da Abraciclo, Franklin de Mello Neto, diz que o mercado vem crescendo nos últimos anos, passando de 166.961 unidades vendidas em 1986 para 288.073 no ano passado. Para este ano, a previsão é chegar a 380 mil motocicletas, 90% delas com até 200 cilindradas, as mais baratas. Mello acredita que os novos fabricantes deverão investir mais no segmento de grandes cilindradas, que hoje são importadas.
A PP Participações - uma associação entre a italiana Malaguti e o empresário Pacífico Paoli, ex-executivo da Fiat e hoje proprietário de duas revendas de veículos da marca - avisa, no entanto, que a maior parte do investimento de US$ 140 milhões para a fábrica da Bahia será em produtos de baixa cilindrada. A capacidade produtiva será de 100 mil unidades ao ano.
Segundo Paoli, a empresa vai gerar mil empregos diretos. Apesar de reconhecer que o mercado de motos vem crescendo muito nos últimos anos, ele acredita que alguns dos investimentos anunciados não serão concretizados. ‘‘Não vai ter mercado para todos’’, avalia. O maior negócio anunciado é o da Honda, que promete investir US$ 330 milhões na fabricação de 170 mil motos ao ano. A empresa garante que não vai transferir a produção de Manaus para Goiás.

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