Produção de carro a álcool deve aumentar 10% em 2000
PROÁLCOOL
Produção de carro a álcool deve aumentar 10% em 2000
O quarto aumento da gasolina, neste ano, surge no cenário das discussões pela retomada do Proálcool como mais um forte aliado na luta da indústria alcooeira pela retomada de seu espaço no mercado nacional de combustíveis. O anúncio vem somar-se a uma vasta gama de argumentos favoráveis à retomada da utilização em alta escala do álcool combustível.
Ecológico e mais barato, o álcool já foi o grande campeão de venda nos postos do país no período de 1985 a 1987, quando o número de veículos movidos pela substância chegou a atingir até 90% da produção de automóveis no Brasil.
No entanto, a escassez do combustível no mercado em 89 e 92 colocou em descrédito os veículos a álcool, que desde então passou por uma redução gradativa de produção até chegar ao patamar atual de menos de 1%, explica Henry Joseph Júnior, engenheiro e presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores).
Produção
Com um excedente de produção de 2,5 bilhões de litros, o setor sucroalcooeiro recorre ao governo para retomada do Proálcool. Não precisamos de incentivos para indústria, queremos apenas que se amplie o mercado consumidor do álcool combustível, frisa Anísio Tormena, presidente da Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcoopar).
O setor, junto ao governo, vem tentando convencer as montadoras à retomada do processo de produção do carro a álcool. A frota à álcool no País reduziu de 5 milhões, existentes no final da década de 80, para 3 milhões destaca Tormena.
Segundo Henry Joseph, as principais montadoras do Brasil (Volkswagen, General Motors, Ford e Fiat) já se comprometeram a retomar a produção a partir do próximo ano. A perspectiva das montadoras é de ampliar a produção do carro a álcool para cerca de 13% do total de aproximadamente 1,5 milhão de carros produzidos por ano, estima Joseph. O governo deve investir maciçamente no processo de esclarecimento da população sobre a qualidade do carro a álcool (veja o quadro).A perspectiva de ampliação do mercado estimula uma indústria que, no Paraná, representa o funcionamento de 28 usinas e a manutenção de 76 mil empregos diretos e 500 mil indiretos. Ostentando a segunda posição entre os produtores de álcool no País, o Paraná está pronto para atender a demanda, garante Tormena.
O presidente da Alcopar frisa que até 1980 existiam apenas cinco usinas instaladas no estado. Número que subiu para 28 nos últimos 19 anos. Trata-se de uma indústria absolutamente consolidada no país que só precisa de um mercado compatível com esta capacidade de produção, ressalta Tormena.





