Processos de higienização melhoram o ar-condicionado
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domingo, 29 de janeiro de 2006
Mauricio Della Barba 
Geralmente, no inverno ninguém dá bola para o sistema de ar-condicionado. A primavera passa e pouco se usa o equipamento. Porém, quando chega o verão e a permanência dentro de um automóvel fica quase impossível sem ele, surgem os problemas: cheiro de mofo, ineficiência na refrigeração, tosse, garganta seca e até doenças pulmonares.
Para se ver livre destas ameaças, é bom ficar de olho na manutenção de todo o sistema. Isso porque a sujeira acumulada por muito tempo nos filtros e tubulações são abrigos para fungos e bactérias, causadores dos malefícios anunciados acima.
A primeira tarefa a se fazer é a troca do filtro. Os chamados filtros antipólen, papéis especiais que não deixam que partículas cheguem ao interior do equipamento, custam pouco e tem uma importância enorme, tanto na questão de saúde quanto na eficiência de refrigeração.
O primeiro sintoma de que o filtro chegou ao seu fim é o mau cheiro e depois, a perda da eficiência da ventilação. Os odores são provocados pela umidade, misturada à poeira e poluição. Com filtro sujo, o tempo para o resfriamento do ambiente é maior.
Segundo os fabricantes, a troca do filtro é recomendada a cada 20 mil quilômetros ou a cada ano, mas se a vazão de ar diminuir consideravelmente é indício de que o papel está saturado e a substituição deve ser feita o mais rápido possível. ''Esses filtros são bactericidas, mas perdem o efeito com cerca de um ano, por isso é bom fazer a troca nesse período. Quem roda por estradas de terra deve ficar atento, porque o filtro é mais exigido e perde mais rapidamente a função'', explica Fernando Hertel, da Hertel Ar-Condicionado, empresa especializada em Londrina.
Apesar do filtro trazer maior proteção ao sistema, ele não é garantia de que uma colônia de bactérias não vá se instalar no ar-condicionado. Por isso, é necessário fazer a higienização do sistema periodicamente. Um dos métodos mais comuns é o de borrifar com spray um produto desinfetante.''Trata-se de um serviço básico, feito apenas para matar os fungos. É próprio para carros mais novos, ainda sem muito uso'', explica Hertel. Numa oficina, o custo da higienização varia em torno de R$ 20.
Outro serviço, um pouco mais profundo que o spray é a nebulização. O bactericida, que também mata ácaros, é transformado em vapor, o que permite atuação mais ampla do produto. ''Ele fica circulando no sistema durante uns 40 minutos. Assim, consegue atingir todos os dutos, além de ser eficiente contra bactérias, fungos e ácaros que podem estar nos bancos e nos revestimentos internos'', explica Mario Tominaga, da Lumarson. Esse procedimento custa cerca de R$ 80. Os dois procedimentos de higienização química demandam apenas algumas horas e devem ser feitos também anualmente. Apesar de oferecer os serviços, Tominaga é cético: ''Esses processos não resolvem problemas mais sérios e são apenas preventivos. Para sistemas já saturados, o correto mesmo é a limpeza pesada'', conclui.
DICAS
* Não deixe o equipamento desligado por mais de um mês
* Quando o veículo estiver muito tempo parado no sol, antes de ligar o sistema, deixar as janelas abertas por um ou dois minutos. Depois ligar o ar-condicionado na primeira velocidade e só então fechar as janelas.
* Qualquer indício de problemas, como odores no interior do veículo, demora no tempo de refrigeração da cabine, ventilação fraca ou ruídos estranhos, perda de eficiência do ar-condicionado e sensação de ar pesado no interior do veículo, procurar a oficina especializada.
* Se o aparelho passou meses desligado, deixe-o funcionar por alguns minutos antes de entrar no carro. Assim, evitará que a poeira retida nas engrenagens e, com ela, fungos e bactérias prejudiciais ao organismo estraguem seus pulmões.
* O filtro sujo pode elevar o consumo de combustível, pois o compressor de ar exigirá mais do motor do veículo. Em carros 1.0, o consumo aumenta até 10%.
* Desligue o ar condicionado alguns minutos antes de estacionar (deixando o ventilador ligado). Reduz a condensação no interior das tubagens e do evaporador, anulando muito o desagradável odor do ar condicionado.


