Processo de produção precisa ser consolidado
Além do preço acessível para poucos, a vontade dos fabricantes de ver o Lobini H1 circulando cada vez mais pelas ruas esbarra ainda em uma certa deficiência no processo de produção do carro. ''Compramos a marca no fim de 2005, quando existia ainda apenas o projeto e o início de uma fábrica'', explica Antônio Ermírio de Moraes Filho, presidente da Brax Automóveis. ''A produção continua sendo artesanal, mas nosso objetivo no momento é acertar o proceso produtivo já no ano que vem.''
Segundo Moraes Filho, a agilidade na montagem do Lobini ainda sofre problemas muitas vezes por causa de fornecedores. ''Em relação à parte mecânica, que é quase toda fornecida pela Volkswagen, não temos problemas. Mas precisamos de muitas outras peças que são feitas exclusivamente para nós por outros fornecedores, que nem sempre cumprem os prazos'', conta.
Depois de acertado o processo produtivo, o empresário afirma que não pretende deixar o Lobini restrito ao mercado nacional. A Brax já estuda a possibilidade de exportar o veículo para Europa, Estados Unidos, Emirados Árabes e países do Mercosul, regiões onde algumas empresas demonstraram interesse em comercializar o esportivo brasileiro. ''Já estamos desenvolvendo inclusive o carro para a Inglaterra, com volante na direita, mas para começar a exportar precisamos mesmo ter o processo de produção na mão, com qualidade'', ressalta Moraes Filho. (R.L.)





