Luciana Acosta Godói, 36 anos, moradora de Quatiguá, perdeu parte da mão esquerda aos 25 anos, em um acidente na máquina de moer carne do açougue da família, onde trabalhava. Sem habilitação, ela só decidiu tirar o documento no ano passado. "Dei entrada na autoescola em outubro de 2012 e fiz a prova prática faltando apenas uma semana para completar um ano", conta.
A demora no processo de Luciana aconteceu porque ela não tinha carteira antes do acidente, nenhuma autoescola tinha carro adaptado na cidade - ela comprou um veículo para iniciar as aulas práticas - e foi preciso se deslocar até Curitiba para realizar o exame especial. O sacrifício valeu a pena. "É uma independência enorme", relata.
Luciana comprou um Fox 2013 e instalou uma Central de Comandos Elétricos (CCE), que permite o acesso a todas as funções por meio de um controle anexo ao volante. "Como eu tenho o braço esquerdo para apoiar, funciona bem, mas quem não tem o membro todo pode sentir dificuldades. O ideal era que os carros já viessem de fábrica com a adaptação no próprio volante, como os controles de rádio e telefone que colocam hoje em dia", opina. (C.F.)

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