A falta de opção de seguro afeta em cheio os motoboys. Dependendo do veículo para sobreviver, eles, em quase 100% dos casos, usam o único modelo do qual as seguradores não querem nem ouvir falar: o de 125 cc. ‘‘É um modelo que não está nos nossos planos justamente por ser o de maior risco’’, explica Sirlei Terezinha Macarini, da Porto Seguro.
Não é o que os motoboys gostariam de ouvir. ‘‘Tinha que haver um esquema especial para a gente’’, pondera Valdevino Pereira de Gois.
Otavio Luis Guimarães sofreu na pele a falta de cobertura. Ele teve a sua moto roubada e precisou comprar outra. ‘‘É complicado porque a gente sabe que pode perder o bem e não tem como proteger’’.
Diante da falta de opção, os motoboys se viram como podem. Alguns criam sistemas próprios de alarmes. Outros esquecem o medo do roubo e já se preparam para uma nova compra. ‘‘Como não tenho seguro, todo mês deposito uma graninha na poupança que é para a compra de uma nova moto se for preciso’’, conta o motoboy Vanderley Ferreira Salles.

mockup