Após a apresentação do novo Geely EC7 para a imprensa na última terça-feira, em Itu (SP), a reportagem da FOLHA teve a oportunidade de testar o sedã na área urbana e na estrada. O trajeto proposto pela equipe da marca teve duração aproximada de uma hora, com duas trocas de motorista.
Os bancos de couro e o amplo espaço interno permitem a quem pilota uma direção confortável. O câmbio macio, apesar de manual, não impõe dificuldades na mudanças das cinco marchas. O principal ponto negativo fica por conta do volante, portas e painel de plástico, um pouco incômodos ao toque.
Como virá em versão única (não há possibilidade de acrescentar acessórios), o painel extremamente sóbrio do EC7 carece de uma central de navegação multimídia, de navegação por GPS e de comandos de áudio no volante – adicionais que devem vir nas próximas versões.
Ar condicionado com controle eletrônico, direção hidráulica, volante com regulagem de altura, computador de bordo (funções de autonomia, velocidade média e odômetro parcial), destravamento do porta-malas e travas elétricas nas quatro portas são outros acessórios do EC7. Ao mercado brasileiro, ele estará disponível nas cores preto, branco, prata, cinza e azul.
O sedã vai de 0 a 100 km/h em 12 segundos e a velocidade máxima é de 185 km/h. As rodas são de liga de alumínio de 16 polegadas e os pneus trazem medidas de 215 x 55 mm. O tanque de combustível é de 50 litros. Não foi possível medir o consumo de combustível, mas de qualquer forma, a versão flex chega ao mercado em julho. E somente em 2015 terá, finalmente, câmbio automático.
Quanto ao desempenho, o EC7 saiu-se bem na cidade e mesmo nas curvas da estrada. Mas na subida deixou a desejar, sendo inevitável o recuo de marcha. Nada que desvalorize o modelo, porém, fica claro que ele não deve cair no gosto de quem busca agilidade, e, sim, conforto e tranquilidade. O EC7 não promete mais do entrega, o que já é um grande passo na busca pela confiança dos brasileiros.

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