O presidente da General Motors (GM) para o Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, disse que olha ''com muita preocupação'' para o aumento dos preços do aço e que, fatalmente, ''quem pagará a conta será o consumidor final''. De acordo com ele, no decorrer deste ano a GM já viu os preços do aço subirem entre 20% e 30% no mercado interno.
''O aço representa um dos maiores custos na elaboração de um automóvel e é impossível para a montadora absorver esses reajustes'', afirmou o executivo. Segundo ele, a indústria automobilística sempre procura compensar o aumento do preço do aço com, por exemplo, a maior utilização de outros materiais ou corte de despesas em outras áreas. ''Mas no curto prazo não há o que fazer. Não vejo ninguém na indústria escapando.''
O vice-presidente da GM do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, complementou que a montadora, também na tentativa de reduzir custos, tem ampliado a compra de aço destinado a seus fornecedores. Ao comprar o insumo em grandes quantidades, a empresa consegue negociar um preço melhor.
Além do aço mais caro e do fim do desconto do IPI, Ardila mencionou que o consumidor terá de arcar com outras variáveis relacionadas ao aumento do preço dos automóveis. Além das correções de preços por parte dos fornecedores, que também procuram repassar os reajustes de insumos como o aço, a indústria terá de instalar nos carros novos, a partir do fim deste ano, sistemas de monitoramento e antifurto. (M.C.T./A.E.)

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