Preço envolve valores subjetivos
A pergunta que não quer calar para os amantes de carros antigos é o preço das pérolas da Super Auto. E como definir o valor de veículos há tanto tempo fora do mercado? "Pesa muito o coração de quem vende e, principalmente, o de quem vai pagar", define Dorivaldo Marinho, proprietário da revenda. Pudemos levantar alguns valores, como os R$ 12 mil pedidos por um Fusca verde escuro, todo reformado, com interior e estofado de couro na cor marfim. Dois Pumas GT, 1977, são vendidos por R$ 20 mil e R$ 25 mil. Os dois Landaus têm valores de R$ 35 mil (1979) e R$ 40 mil (1980).
Mas certas raridades realmente não têm preço, como o Chevrolet 1928, definido em seu anúncio de lançamento na época como "maior, melhor, mais belo, mais confortável, mais potente, mais veloz, mais seguro e garantido por um ano contra quaisquer defeitos originais de construção". Chamado por Marinho de "bigode", por causa das duas hastes de comando das marchas presentes no volante, ele tem motor 4 cilindros e desenvolve 35 cv a 2200 rpm. Por quanto pode ser seu? "Ele está só guardado aqui. Esse o dono não vende", garante o empresário. (C.F.)





