Na briga por um segmento que deve vender mais de 210 mil carros este ano, um novo integrante chega ao mercado com, pelo menos, dois bons argumentos para atrair o consumidor: preço e tecnologia.
O novo Renault Mégane, que chega esta semana aos concessionários da marca, vai brigar - pelo menos por enquanto - contra o Chevrolet Vectra, Toyota Corolla e Honda Civic. Mais para a frente, chegam a nova versão do Civic, o Ford Fusion e VW Jetta importados do México, e Peugeot 307 Sedan e Citroen C4 Sedan, fabricados na Argentina.
Para enfrentar essa legião, a Renault posicionou o Mégane na faixa de entrada do segmento, com um preço atraente, design inspirador e muita tecnologia embarcada.
O novo Mégane será vendido a partir de R$ 54 mil, valor bem abaixo da versão de entrada do Vectra - atual líder do segmento - e cerca de R$ 1.300 a mais que o consagrado Toyota. Porém, sobre este último, o novo carro da montadora francesa leva vantagem nos itens disponíveis de série, como air bag duplo, freios ABS, motor flex e computador de bordo - todos opcionais no Corolla XLi 1.6, que tem preço sugerido de R$ 52.623.
Serão duas as opções de acabamento oferecidas, Expression e Dynamique, e dois motores: 1.6 16V Flex, de 115 cv, e o 2.0 16V somente a gasolina, de 138 cv. Segundo a Renault, com o motor 1.6, o Mégane é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 12,5 segundos e atingir os 186 km/h de velocidade máxima. Já com o 2.0, o mais novo Renault brasileiro pode ir até aos 200 km/h e gastar 9,8 segundos para ir da imobilidade até os 100 km/h.
Na versão top de linha, o novo Renault oferece ainda câmbio mecânico de seis marchas ou automático sequencial (onde as marchas também poder trocadas uma a uma manualmente pelo motorista).
Porém, um dos recursos mais interessantes do novo Mégane é o cartão eletrônico que substitui a chave convencional, uma solução utilizada pela primeira vez em um carro de fabricação nacional.
Feito de plástico e do tamanho de um cartão de crédito, a peça tem manuseio mais fácil, não faz volume no bolso e dificulta a ação de ladrões. Ao inserir o cartão em uma fenda no console central, todos os dispositivos eletrônicos do carro são ativados.
Para dar a partida, com o cartão inserido, basta apertar o botão ''start'' no console. Por razões de segurança, para funcionar o motor nas versões com câmbio manual é preciso pressionar o pedal da embreagem. No cartão também estão alojados os comandos à distância da abertura e fechamento das travas, além do porta-malas - este generoso, com capacidade para até 520 litros de bagagem).
Também é a primeira vez, em um carro médio de luxo, que o câmbio manual pode trazer seis marchas - uma exclusividade das versões equipadas com motor 2.0 litros. A sexta funciona como uma sobremarcha, que permite ao motor trabalhar em baixas rotações em velocidades de cruzeiro, reduzindo o ruído e o consumo.
Outro item de série no Mégane é a direção elétrica. Trata-se de uma evolução da direção hidráulica, acionada por um motor elétrico em vez da pressão hidráulica exercida pelo motor. Desta forma, a direção fica macia sem a necessidade de ligar o motor.
Por dentro, o conforto e o espaço foram privilegiados. O porta-luvas, refrigerado, é fundo e amplo. Destaque para a alavanca de freio de mão de desenho exótico, que lembra um manche de avião.
O Mégane está disponível em 10 tipos de cores (a maior do mercado) e a partir de: R$ 54 mil (Expression 1.6 Flex), R$ 60 mil (Dynamique 1.6 Flex); R$ 66 mil (Dynamique 2.0) e R$ 70 mil (R$ Dynamique 2.0 automático).
* O jornalista viajou a convite da Renaul do Brasil

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