Fotos: Divulgação

O Mégane Sedã é produzido na fábrica de Córdoba, na Argentina e chega ao Brasil com preços entre R$ 24,5 mil e R$ 32,5 mil


O modelo tem frente baixa, traseira alta e perfil em cunha, com uma linha de caráter no capô


O interior mostra sofisticação


A lanterna tem personalidade


Os cintos traseiros são todos com três pontos


O comportamento do carro na estrada merece elogios


O volante apresenta quatro raios



Ao lançar no Brasil o Mégane sedã, a Renault decidiu usar o mais poderoso dos argumentos: o preço. O novo carro da montadora francesa está disponível no mercado brasileiro com preços entre R$ 24,5 mil e R$ 32,5 mil. Entre os nacionais da categoria, apenas modelos muito defasados, como Fiat Tempra e Volkswagen Santana, atuam nesta faixa de preço.
O Mégane, por sua vez, é bastante moderno - foi lançado há um ano e meio na Europa. As linhas suaves e arredondadas da carroceria envolvem equipamentos de conforto e de segurança bastante atualizados. O motor tem o padrão mínimo exigido no Brasil para a categoria: um 2.0 de oito válvulas e 115 cv.
Os itens de segurança também estão dentro do padrão que se considera moderno para um modelo médio-grande. O Mégane tem freios com ABS, air bag, estrutura diferenciada, barras de proteção nas portas, e cintos de três pontos para todos os lugares - nos assentos dianteiros com pré-tensionamento por espoleta.
A preocupação da Renault em evitar uma tabela de preços que assustasse o consumidor fez com que a lista de equipamentos fosse bem racionalizada. Neste primeiro momento, não há grandes alternativas de opcionais, como, por exemplo, câmbio automático, interior em couro ou motor 16V.
Em compensação, mesmo o modelo básico, RT, vem equipado com itens normalmente vendidos por fora em outros modelos, como direção hidráulica, trava central com telecomando com sistema anti-furto, vidros elétricos na frente, painel com conta-giros, etc. Os únicos opcionais nessa versão são ar condicionado e air bag. A lista do RXE, mais completo, também é curta. Tem apenas air bag, ABS e CD. Mas pelos R$ 27.500 da tabela, o Mégane vem com ar condicionado, vidros elétricos em todas as portas, espelhos elétricos e faróis de neblina.
A troca do R19 pelo Mégane estava marcada para o começo deste ano, mas a Renault teve de rever o cronograma, para abrir espaço e aumentar a produção do Mégane sedã na linha de montagem na cidade de Córdoba, na Argentina. Primeiro porque o R19 vendeu mais que o previsto - só em agosto foram mais de 500 unidades - e esgotou o estoque estratégico da empresa. Depois, a Honda se adiantou no lançamento do Civic sedã brasileiro, outro médio-grande que chegou brigando no preço.
Para a Renault, é fundamental a boa entrada do Mégane sedã. Ele é o primeiro da linha mais completa de produtos da marca a chegar ao Mercosul e seu sucesso vai facilitar as vendas do hatch, que será lançado no mês que vem. Em janeiro do próximo ano, estréia ainda, o monovolume Mégane Scenic, já feito na fábrica brasileira de São José dos Pinhais, no Paraná. Aí sim, a Renault acha que vai começar a brigar por uma participação expressiva no mercado nacional.
Para mordiscar um bom pedaço do apetitoso mercado do Cone Sul, a Renault resolveu jogar pesado. Decidiu lançar por aqui logo a linha de modelos mais versátil já projetada por ela. A linha Mégane tem nada menos de cinco versões baseadas na mesma plataforma. Esteticamente, as semelhanças entre os modelos sedã, hatch, cabriolet e cupê se limitam à primeira porta. No caso da van Scenic, nem isso. Toda a carroceria é diferente. Um sexto modelo, perua, está sendo produzido ainda experimentalmente na Turquia e deve chegar no próximo ano ao mercado europeu.

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