São Paulo - O preço do carro zero teve alta de 0,23% em outubro, conforme apurou a pesquisa mensal AutoInforme/Molicar. Foi um aumento pequeno, mas o maior aumento dos últimos cinco meses, indicando que os preços estão mantendo a estabilidade neste segundo semestre. Mesmo no acumulado do ano a alta é pequena, ficando abaixo da inflação oficial: a pesquisa indica que, de janeiro a outubro, o carro ficou 2,27% mais caro.
Mesmo com o dólar mais caro, os preços não subiram de forma expressiva, contrariando a tendência normal do mercado, principalmente dos carros importados. A tabela mostra a evolução do preço por marcas. Nela percebemos que, na média, foi justamente o setor de importados que teve a maior queda. Os carros da Land Rover ficaram 5,08% mais baratos, os da Volvo 4,97% e os da Mitsubishi tiveram queda de 1,97%.
Mas em algumas importadoras a alta do dólar foi mais sentida e refletiu nos preços. Caso da Subaru, Hyundai e Mercedes-benz, que tiveram os preços de seus carros aumentados em 3,52%, 2,76% e 1,57%, respectivamente.
O carro que mais subiu de preço em outubro foi a picape Strada Adventure 1.8 cabine estendida, da Fiat, que ficou 9,52% mais cara. O preço subiu de R$ 42 mil para R$ 46 mil. A picape grande F250 XLT 3.9 cabine simples 4x4, da Ford, foi o veículo que teve a segunda maior alta: seu preço subiu de R$ 104,1 mil para R$ 113 mil, alta de 8,5% no mês. Outra picape, a Ford Courier L 1.6 flex, foi a terceira da lista, com alta de 8,3%.
Importados
As 15 marcas filiadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) fecharam o mês de outubro com vendas, no atacado, 26,29% inferior a setembro. Foram contabilizadas 2.616 unidades contra 3.549 veículos. Os dados de emplacamento, no entanto, indicam queda de apenas 8,51%. Em outubro, os importadores oficiais emplacaram 3.236 unidades contra 3.537 veículos em setembro.
Ainda no atacado, as vendas de outubro - em comparação a igual período de 2007 - permanecem com alta taxa de crescimento. As 2.616 unidades significaram aumento de 79,5% em relação aos 1.457 veículos de outubro do ano passado. Assim como no acumulado de 10 meses, de 27.596 unidades, o percentual de crescimento é de 206,42%. No ano passado, de janeiro a dezembro, a totalização era de 9.006 unidades.
Os dados de emplacamento, no acumulado, as associadas à Abeiva somam 26.202 unidades, 233,02% mais em relação a igual período de 2007, quando chegou-se à totalização de 7.868 veículos.
Segundo o presidente da Abeiva, Jöorg Henning Dornbusch, havia expectativa de queda de vendas ainda mais significativa, por conta da redução do fluxo de movimentação nas concessionárias. ''Mas, como as matrizes, importadoras e concessionárias estabeleceram um acordo de não elevar os preços finais, mesmo com a alta do dólar e do euro, as nossas filiadas conseguiram diminuir o impacto psicológico do câmbio'', disse.
Dornbusch afirma ainda que a Abeiva vai manter a previsão de fechamento de vendas em 2008 em 32 mil unidades. Para tanto, no último bimestre do ano, as 15 marcas terão de comercializar mais cinco mil unidades.

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