Preço deve ser 30% mais barato que a gasolina
O preço do álcool nos postos está quase 50% abaixo do da gasolina - em média R$ 0,80 contra R$ 1,70. Mas existe expectativa de reajuste de pelo menos 20% no álcool nos próximos dias. Para que o consumidor tenha vantagem de custos, o álcool precisa custar, no mínimo, entre 25% e 35% mais barato que a gasolina para compensar o maior consumo.
Nos últimos meses, a diferença de custo tem motivado uma crescente demanda pelo combustível, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), José Alberto Paiva Golveia. Segundo ele, isso é resultado do aumento de conversões de carros à gasolina - cujo impacto na durabilidade do carro é duvidoso.
O Brasil já teve uma frota de 5,5 milhões de carros movidos a álcool, e hoje abriga quase metade disso. Se nada for feito de concreto e urgente, esse mercado desaparece, diz o diretor de Programas da Magneti Marelli, Fernando Damasceno. A empresa é uma das detentoras da tecnologia do chamado Flexfuel, sistema que possibilita ao carro usar álcool ou gasolina, ou uma mistura dos dois. O projeto é, talvez, o mais consistente em andamento no País que pode garantir o aumento do consumo do álcool.
Outro projeto é o convênio assinado pelos governos do Brasil e da Alemanha, assinado durante a reunião da Rio + 10. Prevê a entrega de R$ 1 mil de bônus para 100 mil carros a álcool adquiridos por grandes frotistas. Além da vantagem do preço, o carro a álcool polui muito menos e, por isso, vem sendo usado como uma das armas contra o efeito estufa. Os R$ 100 milhões do subsídio virão de empresas alemãs que, em troca, receberão créditos para abater de sua meta de redução de poluentes, conforme prevê o Protocolo de Kyoto.





