Os mecânicos são unânimes na opinião de que não existe carro que ‘‘dá mais ou menos problema’’. Eles afirmam que os preços das revisões são semelhantes entre as quatro marcas analisadas pela Folha. A diferença mesmo acaba aparecendo na troca de peças. Em praticamente todas as consultas, as reposições da Ford estão entre as mais caras, seguidas pelas peças da VW.
No entanto, sempre é bom destacar que a experiência de cada motorista é que define a relação custo/benefício. A correia dentada, por exemplo, tem preço e prazo de troca variados. Enquanto a da Fiat custa, em média, R$ 34,00 e dura 40 mil km, o mesmo produto sai por R$ 45,00 para o Gol com vida útil de 60 mil km. A GM ganha em preço e durabilidade (R$ 28,00 para 60 mil km), mas perde para os motores Ford por uma simples razão: Fiesta e Ka com motor Endura não usam correia.
‘‘Poderíamos citar faróis, bobinas ou outros acessórios, mas bombas d’água, pastilhas e correias são as trocas mais comuns durante uma revisão. Para quem pensa em comprar um carro usado, mais uma vez vale lembrar que é preciso pesquisar o ano e o motor do veículo’’, salienta Niwa, citando mais o comparativo entre os Gol CHT e MI. A bomba d’água do primeiro custa R$ 23,00, enquanto a do segundo chega a R$ 180,00.
Se os motores Fiat vencem no quesito manutenção, acabam perdendo para o resto dos concorrentes quando o assunto é consumo de combustível. Em um levantamento feito por Niwa junto aos seus clientes, o resultado final equilibra novamente as marcas na balança custo/benefício (veja tabela), colocando os motores Ford entre os mais econômicos, pouco abaixo do carros GM.
Os dados não são oficiais mas revelam que a necessidade do motorista pode definir o que é mais importante para seu dia-a-dia: ‘‘Preciso ter um carro que alie velocidade e economia?’’, ‘‘Quero um motor com manutenção barata, mesmo que a potência seja baixa?’’, ‘‘Gostaria de comprar algo que garanta pouca dor de cabeça na hora da revisão, mesmo que as peças sejam mais caras?’’.
Essas e outras perguntas devem ser feitas pelos próprios consumidores (a ajuda de mecânicos e até amigos nunca é demais). ‘‘Minha dica final é para todos: manutenção preventiva jamais será cara para qualquer uma das marcas. Revise o carro a cada 10 mil km, troque o óleo a cada 5 mil km e verifique constantemente filtros, velas e até a qualidade do combustível’’, alerta Cáceres, lembrando que não adianta um carro ter a manutenção barata se passa pela oficina várias vezes ao ano. Fica então o conselho de quem conhece.

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