Pouco show nas provas de arrancadão
O poder de reação foi o ponto principal da competição
Luciana Peixoto
Especial Carro & Cia
Como em toda prova de arrancada, os corações aceleraram no último final de semana em Curitiba. A frequência cardíaca de pilotos e espectadores acompanhou o ronco dos poderosos motores que deram seu show na 3.ª Etapa de 99 do Campeonato Paranaense de Arrancada.
Os representantes das quatorze modalidades, entre elas Street A, Turbo Street, Super Stock Turbo tração traseira e dianteira, Pro Stock A e, pela primeira vez, Caminhão Original, revezaram a pista do Autódromo Internacional de Curitiba durante todo final de semana, dias 28 e 29 de agosto.
Papel do piloto O desafio da prova de arrancada, percorrer 1/4 de milha - 402 metros - no menor tempo, além dos motores potentes e da mecânica impecável, envolve principalmente o desempenho dos pilotos. A chamada reação é ponto fundamental para este tipo de prova. Como o espaço de 402 metros não é longo, a reação do piloto na largada é essencial para um bom resultado, afinal não há espaço para uma recuperação de tempo, explica Adão Roncetti.
Piloto há 18 anos, ele foi a grande atração da prova, competindo pela categoria Pro Stock A, com seu Camaro 70 Turbo Blower, ao lado do curitibano Maurício Debarba, piloto da grande sensação das arrancadas, o Dragster Top Fuel, a metanol, com potência de 2.700 cv.
O melhor tempo de Roncetti ficou em 9,914 segundos, um pouco acima ainda dos 9,5 que pretendia alcançar. A ansiedade definitivamente comprometeu minha reação nesta etapa, avalia Roncetti, que chega a gastar até US$ 10 mil em único mês com seu carro. Maurício Debarba também não atingiu seu objetivo de quebrar o próprio recorde - 6,549 segundos para os 402 metros -, fazendo nesta etapa o melhor tempo de 6,815 segundos.





