Dirigir nunca foi o problema para a comerciante Simone Rodrigues de Melo, 28 anos, nem quando estava grávida. ''Não tinha preocupação, andava devagar e prestava muita atenção'', lembra Simone, que ganhou bebê em outubro do ano passado. Segundo ela, o médico nunca soube e nem desconfiava, mas além de dirigir o carro, ela pilotava também a moto até as vésperas de ir para a maternidade.
''As pessoas ficavam indignadas, mas eu precisava resolver meus problemas, ir levar e buscar a minha outra filha na escola e o meu marido não podia ficar me levando para todos os lugares'', diz a comerciante, justificando a imprudência. Mesmo após o parto, o período de repouso foi bastante curto. Dez dias depois, conforme relata Simone, ela já estava de volta à direção do carro.
A comerciante Míriam Vendrame Neves, 39 anos, que está entrando no oitavo mês de gestação já começa pensar em parar de dirigir. ''Até agora estava tudo bem, mas a barriga está começando a ficar grande e a minha preocupação é o desconforto ao dirigir'', destaca Míriam, que vai seguir as orientações médicas.
''Eu continuo dirigindo porque não posso depender do meu marido pois ele também trabalha e nossos horários são diferentes. Mas já estamos conversando na tentativa de encontrar alternativas para eu não precisar dirigir nos próximos meses '', conta a comerciante. ''E depois do parto já está certo: não vou abusar'', enfatiza.

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