‘Possibilidade de acidente é remota’
Segundo o diretor de tecnologia da Telepar, Gil Odebrecht, não é apenas o telefone celular que pode emitir faíscas elétricas. Aparelhos como pager, rádio de pilha, disk-man, enfim, qualquer equipamento que utilize bateria tem esta característica. ‘‘No entanto, a emissão de faíscas pelo celular não é muito comum’’, frisa.
Odebrecht ressalta que é necessária a junção de diversos fatores para que realmente haja uma ignição. ‘‘Primeiro é necessário que o celular emita uma faísca, o que é muito incomum. Além disso, esta faísca deverá atingir o combustível e, consequentemente, provocar a combustão. As possibilidades são muito remotas’’, analisa.
O diretor ressalta ainda que universidades têm investindo em testes para verificação da possibilidade de acidentes e os resultados estão demonstrando poucas chances de um celular causar uma explosão. ‘‘Foram feitos testes até embebendo o celular em combustível, mas não houve qualquer tipo de explosão’’, garante Odebrecht.
Embora o diretor considere remota a possibilidade de acidentes e frise que não há motivo para histeria sobre o assunto, ele avalia como válida a advertência sobre a existência de certos riscos, principalmente em função do aumento do uso do celular pela população brasileira.

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