Porta de entrada para o mundo SUV
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de abril de 2015
Cecília França<br>Reportagem Local 
Campinas (SP) - O segmento de utilitários esportivos compactos está em ebulição com a chegada de modelos inéditos ao mercado. E o segundo SUV mais vendido no País mexeu no visual e baixou o preço para manter espaço nessa briga. O Renault Duster mostrou a nova cara na última semana para a imprensa e chega às lojas logo na sequência. Além do facelift e da modernização do sistema multimídia, o modelo mudou pouco e preserva o maior espaço interno da categoria.
Além deste atributo e do preço, a montadora espera atrair clientes pelo design, um de seus pontos fracos, segundo pesquisas. Em apenas um ano e meio, a Renault renovou toda a linha, começando com o Logan, e agora aposta na beleza do novo Duster.
Na dianteira, a nova grade, sem faixas cromadas, se une ao novo para-choque com acabamento na cor cinza e aos faróis com DRL (luzes de rodagem diurna). Lanternas de LED, apenas na traseira. Internamente, os bancos têm acabamento marrom nas versões 4x4, seguindo a linha da cor de lançamento, marrom safari. A região central do painel ganhou contornos em black piano ao redor do multimídia - o funcional Media Nav, agora na versão Evolution.
Mas uma das principais melhorias do Duster 2016 não pode ser vista, apenas sentida. Trata-se do isolamento acústico reforçado. A engenharia trabalhou na melhor vedação das portas e do assoalho com o intuito de diminuir sensivelmente os ruídos, especialmente por volta dos 3.000 rpm. A melhora foi substancial e tornou o passeio mais agradável, especialmente em altas velocidades.
Tanto o motor 1.6 quanto o 2.0 foram recalibrados, visando mais economia, o que acarretou em ligeiros aumentos de torque e potência. O motor de 1.998 cilindradas ganhou 6 cv e agora entrega 148 cv, com gasolina, e 143 cv com etanol, a 5.750 rpm. Também houve ganho de 1 kgfm de torque em baixa rotação, quando abastecido com etanol, passando para 18,8 kgfm a 2.250 rpm, e de 0,6 kgfm com gasolina, totalizando 17,9 kgfm à mesma rotação.
No motor 1.6 também houve ganho de 1 kgfm de torque, passando para 14,6 kgfm a 2.500 rpm, com etanol, e de 0,5 kgfm, passando para 14,1 kgfm, com gasolina. Os dois motores do Duster são destaque no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro. Ambos receberam nota "A" em consumo de combustível nas três versões Dynamique com câmbio manual. Além de estarem 4% mais econômicos na versão 2016, os motores podem economizar até 10% mais com a função Eco, uma das novidades do modelo.
Concorrência
Os lançamentos do Jeep Renegade e do Honda HR-V, e a iminente chegada do Peugeot 2008, mudaram o panorama do segmento de SUVs compactos, antes dominado por EcoSport e Duster. No ano passado, os dois emplacaram 54.263 e 48.865 unidades, respectivamente. Ascendendo em um mercado em queda, os modelos ganham concorrentes fabricados no Brasil, bem equipados e vinculados a marcas fortes.
Nesse contexto, o Duster aparece com cinco versões e preço reduzido nas duas primeiras. A alta nacionalização das peças, próxima de 80%, permitiu esta redução, o que posiciona o SUV da francesa como o mais barato dentre os principais concorrentes.
O valor de venda da Expression 1.6 caiu de R$ 63.490 para R$ 62.990 e da Dynamique 1.6, de R$ 68.990 para R$ 67.990. A primeira versão 2.0 custa R$ 72,9 mil; o câmbio automático de 4 velocidades acresce R$ 3 mil, resultando em R$ 75,9 mil; e a topo de linha, Dynamique 2.0 4x4 custa R$ 78.490.
O objetivo da Renault para 2015 é manter tanto a participação de mercado do Duster quanto a da montadora em patamares semelhantes aos do ano passado. A marca prevê que as vendas totais no País caiam cerca de 16%. Neste cenário, repetir o desempenho já é uma grande conquista. Leia mais nesta edição.
N A repórter viajou a convite da Renault.


