Porsche 911 completa 40 anos
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de julho de 2003
Da Redação 
O Porsche 911 está completando 40 anos de existência. Apresentado no Salão do Automóvel de Frankfurt em 1963, o modelo tornou-se o maior sucesso da marca de Stuttgart. Suas linhas atuais são basicamente as mesmas do primeiro 911, um caso único em automóveis esportivos de sua categoria.
O Porsche 911 foi concebido para substituir outro modelo bem-sucedido: o 356, lançado em 1947. Em sua primeira versão, o 911 tinha motor de 6 cilindros boxer, refrigerado a ar, com 2.0 litros e 130 cv.
Alguns detalhes mostravam a herança das pistas. A chave de ignição, por exemplo, foi colocada à esquerda do volante. Isso porque na 24 Horas de Le Mans a largada era dada com os pilotos correndo até o carro, sentando-se e dando a partida. Com a chave à esquerda, o piloto ficava com a mão direita livre para engatar a primeira marcha e partir. A chave à esquerda tornou-se uma marca registrada dos Porsche e permanece nessa posição até hoje.
Por ser muito resistente e confiável, o motor boxer refrigerado a ar do primeiro 911 permitiu uma variedade de adaptações: turbo, intercooler, carburações das mais variadas e, depois, injeção mecânica e eletrônica. Hoje, os 911 têm motores de 3.6 litros com no mínimo 320 cv. Em 1997, último ano de fabricação dos 911 com motor refrigerado a ar, as versões aspiradas mais potentes chegavam a 295 cv e as turbo, 450 cv. Hoje, a versão GT2, a mais potente da linha 911, tem motor turbo de 3.6 litros que desenvolve 462 cv.
No Brasil, os primeiros Porsche começaram a ser importados na década de 1950, por iniciativa de particulares. Em 1968 a marca passou a ter representação oficial no País, por intermédio da Dacon. Os primeiros modelos importados oficialmente foram os 912E, na verdade um 911 equipado com motor de 1.6 litros (o motor do 911 tinha 2.0 litros). O 912 era o Porsche mais barato: custava na Alemanha o equivalente a US$ 4 mil (valores da época). Porém, a legislação brasileira determinava que só poderiam ser importados veículos com valor máximo de US$ 3.500. Para contornar o problema, a Porsche eliminou alguns equipamentos e criou uma versão mais simples, específica para o mercado brasileiro, denominada 912E (de ''exportação''). Com isso, a fábrica conseguiu baixar o preço até atingir o valor máximo determinado pelo governo brasileiro. Os carros da marca só deixaram de entrar no Brasil durante o período entre 1976 e 1990, em que as importações de veículos estiveram proibidas.


