Por que parou?
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de julho de 2013
Marcos Martins<br> Especial para a FOLHA 
Curitiba - Ficar "na mão" no meio da rua, com o carro sem funcionar, é transtorno dos grandes. Alguns casos são imprevisíveis, como as panes eletrônicas, mas a manutenção de algumas peças pode ser a garantia de passar longe do risco dessas chatas situações. Se isso ocorrer, a primeira dica é ter calma e parar em um local seguro. Se estiver no meio da rua e não puder tirar o carro da via, sinalize imediatamente, evitando acidentes com outros veículos.
Um dos equipamentos centrais do funcionamento do carro e campeão em causas de pane é a bateria. Se a luz indicativa no painel continuar acesa após a partida, atenção: o problema pode do próprio equipamento ou no alternador.
Nessas situações, a energia da bateria é usada até o fim, sem que haja a reposição da carga. Quando ela acaba, o carro "morre". O indicado é levar o veículo até uma oficina que possa checar se é preciso uma nova carga ou a substituição do equipamento.
Outro elemento importante é a bobina, responsável por gerar a corrente de alta tensão, provocando a faísca nas velas. Quando ela está desgastada pode haver superaquecimento, interrompendo a corrente. Com isso, o carro morre e não liga. Espere a peça esfriar, tente ligar novamente e vá rapidamente a uma oficina para trocar a peça.
A bomba de combustível também pode falhar e não mandar o comburente para o sistema. Sem ele, não há como fazer o carro funcionar. Acione o seguro para providenciar o reboque ou chame um mecânico de confiança, que irá trocar a bomba no local da pane, solucionando o problema.
Ligada ao eixo do comando de válvulas, a correia dentada é ativada pelo motor assim que a partida é dada. Trata-se de uma cinta de borracha que faz girar várias peças, iniciando o funcionamento do veículo. Em média, a substituição é recomendada a cada 40 mil quilômetros, já que pode se romper se estiver muito desgastada. Se isso ocorrer, o carro para e é melhor não tentar prosseguir ou insistir nas partidas, que agravam o risco de danos ao motor. Chame ajuda para levar o carro até uma oficina, que irá trocar a peça.
O famoso motor afogado é cada vez menos frequente, mas pode ocorrer. A causa é o excesso de combustível enviado pela bomba. Tente ligar o carro novamente após alguns minutos e, se não funcionar, chame a assistência técnica.
Outro risco grande é o superaquecimento do motor, indicado pela luz de temperatura acesa no painel. Se isso ocorrer, pare o carro imediatamente para evitar a queima de peças. Estacione e espere o motor esfriar por cerca de 15 minutos. Abra o capô e verifique o nível de água. Se estiver vazio ou abaixo do nível mínimo, você pode completar. Mas antes, tenha alguns cuidados. Com a ajuda de um pano ou outro objeto que proteja sua mão de queimaduras, retire a tampa do reservatório. Atenção: evite ficar com a cabeça sobre a tampa, afastando o risco de queimaduras no rosto causadas pelo vapor. Ligue o carro e só então coloque água até o nível indicado.
Verifique também se existe algum vazamento. Caso tudo esteja em ordem, observe se o ventilador de resfriamento está ligando quando a temperatura chega aos 90 graus, indicados no painel. É ele que impede o superaquecimento do conjunto. Se houver vazamentos ou se o ventilador não funcionar, aguarde o carro esfriar e leve-o até a oficina mais próxima para uma análise detalhada dos problemas. Caso prefira, acione o reboque ou a assistência técnica.
E se a pane for no meio da rua? A orientação é tentar retirar o carro da via, para não atrapalhar o fluxo de outros veículos. Se não for possível, sinalize bem o local, para evitar acidentes. No caso de problemas mecânicos ou elétricos, o motorista não corre risco de ser multado. Mas isso pode ocorrer se houver uma "pane seca", nome técnico dado à falta de combustível. Nesse caso, a infração é considerada média, com multa de R$ 85,13 e perda de quatro pontos na carteira.


