Por carros mais econômicos e menos poluentes
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domingo, 27 de janeiro de 2013
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Com o intuito de avaliar a eficiência energética dos veículos o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) realizou a "5ª edição do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PDE) Veicular 2013".
Engenheiro e técnico do programa, Fabio Real explica que o PDE - que visa qualificar os produtos de acordo com seu desempenho em categorias de A, mais econômicos a E, menos econômicos - já funciona no Brasil há mais de 30 anos e seu fator motivador havia sido o veicular. "Isso acabou mudando porque o preço do petróleo caiu no mercado. Em 2005, no entanto, retomamos as conversas com o setor para organizarmos um novo programa", diz.
Ele avisa que assim como nos eletrodomésticos, os automóveis receberam uma etiqueta informando sua classificação, a qual deverá ser colocada no para-brisa dianteiro ou no vidro lateral esquerdo traseiro. Além do consumo energético do veículo, o adesivo trará ainda o nível de emissão de gás carbônico.
O engenheiro destaca que as montadoras participam do PDE de maneira voluntária. Atualmente, são 27 já inscritas e 13 em processo de adesão, número que, segundo Real, vem aumentando ano a ano. "Hoje já atendemos cerca de 80% do mercado brasileiro e em breve a expectativa é que possamos atender todas as montadoras", avalia.
Os veículos estão subdivididos em categorias, entre elas: subcompactos, compactos, médios, grandes, carga derivado, comercial e fora-de-estrada, utilitário esportivo (SUV), minivan, comercial e carga/derivado. São checados os desempenhos de consumo desses veículos tanto em trânsito urbano, quanto na estrada. Em caso de automóveis flex, o rendimento é avaliado com os dois combustíveis separadamente.
Real orienta que a etiqueta ainda está em período de implantação e sofrendo adequações, portanto, o consumidor que quiser saber o quanto o veículo que possui ou o que quer comprar consome pode entrar no site do Inmetro e conferir a tabela de classificação.
Apesar de esta ser apenas a 5ª edição do programa, Real aponta que já há o que se comemorar. De acordo com ele, os veículos têm apresentado mudanças nos níveis de consumo ano a ano. Entre 2011 e 2012, a mediana de consumo entre todas as categorias melhorou em até 3%.
Para deixar o veículo mais econômico, as montadoras têm adotado uma série de medidas como, por exemplo, alterar a relação de marchas, aumentar o número de marchas no câmbio, inserir novas tecnologias, entre outras. Para Real, isso tende a refletir na qualidade do produto final que chegará ao consumidor.
Ele lembra que as adequações quanto ao consumo estão presentes no Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto) e que as montadoras que conseguirem atender as metas estabelecidas pelo Governo Federal poderão ter uma série de benefícios, entre eles, a redução no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI).
Outro fator preponderante para a melhoria veicular na visão do engenheiro é a concorrência entre as marcas. "Nenhuma montadora vai querer que seu automóvel apareça com uma classificação E ou B, porque sabe que o programa tem a confiança do consumidor e a tendência é que elas se esforcem para melhorar", argumenta.
Serviço:
Para conferir o desempenho do seu carro no PDE Veicular acesse: www.inmetro.gov.br.



