Sumaré - Conforto e desempenho. Existem alguns carros que estão posicionados acima dos populares 1.0 e tentando entrar no váácuo de modelos luxuosos como BMW, Mercedes-Benz e Audi. Muito cobiçado por marcas como Honda, Toyota e Citroen e por modelos top de linha da Fiat, Volks, General Motors e Ford, executivos destas empresas disputam carro a carro uma fatia formada por consumidores que estão numa fase econômica mais estável da vida e querem investir mais em potência e comodidade.
Pensando em conquistar clientes com este perfil, a Honda colocou no mercado no segundo semestre do ano passado uma nova versão do Honda Civic, o LXL. Na prática, é uma tentativa de baratear um modelo mais sofisticado da família Civic, o EXS, que somado às características do LXS - versão mais barata - agregam opcionais jáá existentes nos dois carros ánuma versão 2010.
A Honda ainda não investiu pesado na divulgação do veículo, que no ano passado já estava sendo vendido em algumas concessionárias, via campanhas de marketing. Inclusive, segundo dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o desempenho deste sedan foi superior a 50 mil unidades emplacadas durante o segundo semestre de 2009.
O motor é 1.8 e possui potência que favorece arrancadas fortes em estradas. A velocidade pode ultrapassar os 120 km/h em segundos, o que exige atenção do motorista para não infringir leis de trânsito. Debaixo de chuva forte, os para-brisas conseguem segurar a visibilidade com eficácia. A reportagem da FOLHA acompanhou o test-drive e pode observar que, depois do Accord, o modelo mais potente é o New Civic LXL.

Tecnologia

Segundo o engenheiro da Honda, Alfredo Guedes, todas as versões de modelos Honda (Civic, City, Fit e CR-V) vão agregar tecnologias até então disponíveis apenas nos modelos Civic EXS. A direção possui assistência elétrica EPS (Electric Power Steering), que na prática significa uma demanda de energia menor do motor, uma vez que a direção hidráulica reduz o trabalho de assistência na condução do veículo. Até então, o EPS era exclusividade de tops de linha como o EXS.
''Ele (o EPS) funciona como um ''motor elétrico'' para dar assistência na direção sem interferir no motor principal. Além do carro ter mais suavidade em manobras de baixa velocidade, pois o motorista tem assistência máxima do motor elétrico, o aproveitamento do motor principal para condução do veículo é maior. Isto também deixa o carro mais econômico'', argumenta.
Outra novidade é no sistema de ar-condicionado, que passou por uma atualização tecnológica que ''rouba'' menos energia do motor. Segundo Guedes, foram modificados equipamentos como compressor, condensador e conexões, que também incidem na redução do consumo de combustível e aumentam o rendimento do veículo em baixa rotação. Os comandos de som no volante e os repetidores de pisca-alerta nos retrovisores ajudam a deixar a família Civic mais homogênea.
O motor recebeu modificações, como a implantação do sistema I-VTEC, que proporciona um sistema de abertura de válvulas com intuito de regular o uso do motor em estradas ou cidades. Segundo Guedes, o ''cérebro'' deste sistema chama-se Eletronic Central Unit (ECU) e alterna a abertura de válvulas para troca automática de marchas, dependendo da velocidade que atingir.
O sistema de câmbio também recebeu inovações. Duas versões do Civic LXL ainda são manuais (MT), que se diferenciam apenas no revestimento interno do acabamento do estofado que é em couro ou tradicional. Porém, o Civic LXL AT é a novidade, pois oferece um sistema de troca de marchas automático.

Mercado

Quanto ao preço, que é o grande diferencial estratégico prometido pela montadora, a faixa está na casa dos R$ 66,4 mil para o New Civic LXL MT. Já o LXL AT custa R$ 71,5 mil, cerca de R$ 14 mil mais barato que o Civic EXS AT, que sai em média por R$ 85,6 mil.
Segundo Guedes, o LXL agrega cerca de 70% dos equipamentos do EXS, mas custa apenas 1% a mais que o LXS. Com base nesta planilha de cálculos, o objetivo da Honda é concentrar cerca de 75% das vendas de sedan da família Civic no LXL. ''A nossa proposta é pegar clientes que estão migrando de outras marcas, mas querem ter um veículo de luxo, sofisticado'', arremata Guedes.
* o jornalista viajou a convite da Honda

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