Agência Estado
De São Paulo
A partir do início de 2000, bafômetros mais precisos devem estar sendo usados no País. O Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) tem condições técnicas de aferir os equipamentos. Os aparelhos devem trazer de novo à tona a polêmica sobre o teste que indica se o motorista bebeu antes de dirigir.
O etilômetro, que era fabricado há bastante tempo por empresas nacionais e estrangeiras, é capaz de analisar o ar que é expelido pelos alvéolos – pequenos ‘‘sacos’’ localizados nos pulmões –, aumentando a confiabilidade do exame. No modelo atual analisa-se apenas o ar que está na boca, aumentando as chances de ‘‘fraude’’.
‘‘Esses aparelhos poderão eliminar os pedidos de testes clínicos ou de exames de sangue exigidos pelos juízes nos processos’’, avalia o presidente da Associação Brasileira de Acidente e Medicina de Tráfego (Abramet), Fábio Racy. O presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, Luiz Flávio Borges D’Urso, diz que a aparelhagem não substitui o exame de sangue.
Até agora, por falta de tecnologia, os aparelhos não eram aferidos pelo Inmetro. ‘‘Nos baseamos em exigências internacionais’’, diz o diretor de Metrologia Legal, Roberto Guimarães. Segundo ele, o novo tipo de aparelho oferece mais segurança nos resultados. - Falta ainda a homologação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que deve ser decidida nos próximos dias. A Polícia Rodoviária Federal, quer incluir 240 destes equipamentos na lista de compras que devem ser feitas até 31 de dezembro. Hoje, em todo o País, há mil aparelhos antigos.

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