Polícia contesta a segurança
Se por um lado os motoristas acreditam que é mais seguro dirigir automóveis com películas protetoras, por outro essa medida de segurança traz uma série de contra-indicações. Segundo o tenente Ricardo Eguedes da Companhia de Trânsito, o acessório muitas vezes impede que as autoridades policiais vejam o que acontece dentro do veículo.
Ele argumenta que da mesma forma que um assaltante não pode ver totalmente quem está dentro de um carro, a visibilidade do policial também fica comprometida: ''muitas vezes o motorista pode estar sendo rendido, passar por uma blitz e ninguém identificar a situação''.
Além disso, o acessório pode até colocar em risco a vida do policial no caso de uma abordagem de rotina. O tenente contou que já aconteceu de um policial parar um automóvel que estava equipado com película e encontrar um revólver com o motorista.''O policial estava correndo risco sem saber. Nesses casos, é preciso cuidado redobrado'', destaca Eguedes.
Fora a segurança do profissional, o problema de não enxergar o que está dentro do carro, segundo o tenente, é que o motorista está infringindo a lei, pois o insulfilme deve estar acima do permitido.
O tenente admite que a fiscalização é uma tarefa bastante complicada, porque fica difícil identificar a ''olho nu'' o grau da película e ainda, muitas vezes, o número está alterado. Para tentar diminuir esses contratempos, Eguedes informa que em alguns casos, quando não é possível resolver o problema no local da abordagem, a polícia abre um prazo para que o motorista possa regularizar a situação e apresentar o veículo na Cia de Trânsito.





