Eles são chamados de pneus verdes. Mas se você se assustou com a possibilidade de um carro rodando por aí com o objeto na cor verde em volta das rodas, fique tranquilo: o nome se refere apenas à característica ecológica do produto e não ao visual. Lançados nos últimos anos por diversas marcas, os modelos vêm conquistando cada vez mais simpatizantes. Alguns clientes procuram por realmente buscar algo que seja sustentável e parceiro do meio ambiente. No entanto, grande parte dos adeptos escolhe o produto devido às vantagens que ele proporciona: maior rolagem, menor atrito com o solo e, consequentemente, economia de combustível.
O consultor de gestão esportiva Rafael Casagrande conheceu a novidade quando foi trocar os pneus do veículo. "Não conhecia e o vendedor comentou quando apresentava as opções, aí resolvi testar", revela. O escolhido foi o BluEarth AE01, da Yokohama (165/70 R13, R$ 200 a unidade). Após alguns meses de uso, a avaliação foi positiva. "A performance foi muito boa, senti uma aderência maior e uma leve redução no consumo de combustível, mas o que mais me chamou a atenção foi a diminuição de ruído: achei ele bem mais silencioso e macio que outros que havia usado antes", avalia.
Além do modelo, a marca japonesa apresenta ainda como opções sustentáveis o Geolandar SUV e o C.drive2 (185/65 R14, R$ 304 a unidade). O diferencial do produto está na composição da borracha, que utiliza óleo de laranja. A tecnologia permite a diminuição do uso de petróleo no pneu, torna a borracha mais flexível e diminui o impacto ambiental, dentro do conceito chamado BluEarth. A proposta da marca é oferecer produtos de alto desempenho, baixo consumo de combustível e baixo impacto ambiental.
A Pirelli promete aliar sustentabilidade, performance e economia com a linha Green Performance, composta pelos modelos Cinturato P1 (185/60 R15, R$ 290 a unidade), Cinturato P7 (195/55 R16, R$ 360 a unidade) e Scorpion Verde All Season (225/65 R17, R$ 700 a unidade). O peso é cerca de 8% menor que os correspondentes tradicionais e utilizam sílica e polímeros funcionais na composição, responsáveis pela redução da resistência ao rolamento em até 20%. Segundo dados da fabricante, a economia de combustível pode chegar até os 6%, o que diminui as emissões de CO2 em até 10 gramas/km – a média de emissão para pneus de passeio é de 160 gramas de CO2 por quilômetro.
Na Michelin, a linha Energy traz os modelos XM2 (195/55 R16, R$ 400 a unidade), Saver, MXV8. Em comum, eles oferecem longa durabilidade e segurança na pista. Assim como os concorrentes, a baixa resistência à rolagem promete redução de consumo de combustível e menor emissão de CO2 na atmosfera. São apresentados também como destaque pela fabricante durabilidade 40% maior na vida útil do pneu e distância de frenagem mais curta que os concorrentes, especialmente em pisos molhados.

Continue lendo:

- Continental foi pioneira nesta tecnologia

mockup