A Michelin prepara para o segundo semestre de 2002 a introdução do PAX no Brasil, um revolucionário sistema que permite a rodagem do veículo mesmo com o pneu furado por cerca de 200 quilômetros com uma velocidade de até 80 km/h.
Os testes no Brasil já estão em fase final e no início de janeiro a Michelin começa a preparar as revendas para comercializar e dar assistência técnica à nova tecnologia.
O conceito original do sistema PAX foi apresentado ao público pela primeira vez no Salão de Genebra de 1997. Após a apresentação, o sistema foi mostrado em vários protótipos. Mas somente no início de 2000 é que o PAX foi anunciado em um carro que seria produzido em série a partir de 2003: um roadster de luxo da Cadillac, que foi inspirado no carro-conceito Evoq, mostrado no Salão de Detroit de 1999. Em julho deste ano, a Renault anunciou a disponibilização do sistema como item opcional nos Scénic fabricados na Europa.
De acordo com Flávio Rotheia Santana, gerente de Marketing e Produto da linha de pneus de passeio e picapes da Michelin, o PAX está sendo testado no Brasil desde julho deste ano. ''São dez veículos que rodam uma média de 1.500 quilômetros por mês nas mais variadas condições de piso e clima, buscando adequar nosso produto às condições brasileiras''. Segundo o gerente, o PAX está se saindo bem em nossas esburacadas estradas, e até agora não houve impedimento técnico para o funcionamento do sistema.
No Brasil, o sistema será ofertado inicialmente nos veículos blindados, que serão os primeiros a oferecerem o PAX a partir de julho do ano que vem. Os carros blindados conta com suspensão reforçada, capaz de amortecer melhor os impactos. Os veículos normais, sem blindagem, estão testando o PAX, mas ainda não passaram pelas avaliações mais rigorosas.
Na Europa, o sistema PAX custa entre US$ 1.500 e US$ 2.000. No Brasil, ainda não há uma previsão do custo, mas estima-se que quatro PAX deverão custar o equivalente a cinco pneus comuns.

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