O técnico em eletrônica Henrique Oliveira Germiniano possui há seis anos um Fusca Vermelho, ano 1966, com a pintura toda queimada devido ao tempo de exposição ao sol. O proprietário já avisa de antemão que como todo bom Hoodride o veículo é baixo, com suspensão dianteira alterada. O motor 1.700 é aspirado conferindo estilo ao automóvel. "Esse tipo de alteração, que faz o Fusca diferente, é o que mais chama a atenção na cultura. O carro parece que não está bem cuidado, mas na verdade o amo", revela.
Germiniano lembra que conheceu a cultura em pesquisas na internet. Hoje se diz um apaixonado pela forma de tratar dos automóveis. Ele queixa-se, no entanto, do fato da cultura ainda não ser tão popular no País e também da postura adotada por alguns colecionadores tradicionais - que querem os carros reformados com o máximo da originalidade - diante de um Hoodride.
"Dá para contar nos dedos quem tem esse tipo de carro aqui em Londrina. Quando vamos a encontros alguns colecionadores tradicionais estranham e perguntam porque não reformamos. Essa cultura ainda precisa ser mais conhecida e difundida no País", opina. (V.F.)

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