Pilotar motos deve ser uma aventura segura
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sábado, 06 de junho de 2015
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Velocidade, vento no cabelo, sensação de liberdade: guiar uma moto mexe com o imaginário de qualquer um e ainda mais com o dos apaixonados pelas duas rodas. Mas sentir a brisa soprar nos ouvidos sem o uso de alguns equipamentos de segurança não só é perigoso, como ilegal.
Segundo o analista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) Emerson Farias, qualquer motociclista e passageiro deve se equipar com itens básicos de segurança antes de subir numa moto. Entre eles, o uso de botas está previsto em lei e se for desrespeitado, pode gerar multa de R$ 85,13. "É considerada infração média e tira quatro pontos da carteira", diz Farias.
Ele lembra que as botas para motociclistas devem oferecer proteção para os pés, calcanhar, tornozelo e, dependendo do modelo, canela. "Prefira as que possuem solado de borracha", sugere o analista, citando que os calçados devem ficar bem fixos aos pés e dar boa mobilidade.
O capacete é outro item de segurança indispensável para motociclistas e passageiros. Seu uso também está previsto em lei e a falta dele é considerada infração gravíssima, tirando sete pontos na CNH e rendendo multa de R$ 191,54.
Segundo a resolução 203/2006 do Departamento Nacional de Trânsito (Detran), o capacete deve possuir adesivos refletivos na parte frontal, lateral e traseira. Se o item for usado por um motociclista profissional - motoboy e similares, por exemplo - a resolução 219/2007 estabelece que há a necessidade de uma faixa refletiva especial, nas cores branca e vermelha.
Capacetes tipo "coquinho" não são permitidos, pois cobrem apenas a cabeça, sendo assim, partes como nuca e queixo ficam amostra. Capacete sem viseira deve ser usado com óculos parecidos com os de motocross para proteger o condutor. Não são permitidos óculos escuros, de grau ou de segurança do trabalho para esta finalidade.
Conforme resolução do Detran, é importante lembrar que os capacetes costumam ter datas colocadas nas etiquetas, sugerindo que o item seja trocado após três anos de uso contínuo. Entre os motivos para substituição estão diminuição da altura das espumas, que formam a forração interna, quedas, entre outros.
Emerson Farias destaca que jaquetas e calças especificamente produzidas para motociclistas são confeccionadas em couro ou tecidos resistentes, têm boa flexibilidade e proporcionam melhor ajustes ao piloto. Segundo dados do Cesvi, alguns modelos de calças têm proteções internas para articulações e, no caso das jaquetas, para a coluna. Para as épocas mais frias do ano, alguns modelos trazem forro térmico. "É recomendada a escolha de cores mais claras para uma melhor visualização do motociclista no trânsito", alerta o analista.
Conforme ele, o uso de luvas de proteção não está previsto em lei, mas poupa as mãos do atrito. "As luvas devem ser leves e resistentes e se ajustarem com facilidade, além de oferecerem proteção contra sol, chuva e vento."
Já a balaclava oferece proteção extra contra frio e chuva por contar com materiais isolantes térmicos que aquecem a cabeça do motociclista. O Cesvi lembra que alguns modelos oferecem ainda proteção ao pescoço contra linhas cortantes.
Viseiras e óculos de proteção também são itens de segurança, assim como capas impermeáveis, botas e polainas para os dias de chuva. "Em caso de muita precipitação, o ideal é esperar parar de chover para sair de moto. Mas se escolher sair no mau tempo, é melhor reduzir a velocidade, evitar os corredores e manter uma distância segura dos carros", adverte Farias, reforçando que é importante nunca guiar a moto com sono.


