Picasso 2004 traz mais tecnologia
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de novembro de 2003
Mauricio Della Barba 
A cara é a mesma: futurista, sinuosa e elegante. Fora isso, a linha 2004 da minivan Picasso incorpora mudanças tecnológicas significativas, todas com o propósito de melhorar o conforto e o prazer de dirigir.
Basicamente, a Citroen adotou três importantes sistemas no Picasso: a embreagem hidráulica, o acelerador e o cabeamento eletrônico. Apesar dos nomes técnicos, os sistemas representam uma evolução nos sistemas mecânicos tradicionais idealizados para acelerar, efetuar as trocas de marcha e acionar os diversos itens elétricos e eletrônicos de um automóvel.
De uma forma mais direta, por exemplo, a embreagem hidráulica possibilita um acionamento mais macio do pedal, já que elimina as vibrações e ruídos normalmente transmitidos pelo cabo convencional. Além desta vantagem, o comando hidráulico garante economia no custo de manutenção, pois dispensa ajustes periódicos.
Já o acelerador eletrônico contribui na condução do veículo graças à reação automática do carro ao simples toque no pedal do acelerador. Em vez de cabos, o sistema utiliza impulsos elétricos para liberar a entrada de gasolina no motor. O resultado é prático: as reações são mais suaves e não há trancos nas retomadas ou nas desacelerações bruscas.
Outra mudança importante na linha 2004 do Picasso ocorreu no sistema eletrônico. O sistema de cabeamento foi substituído por um mais moderno, chamado de ''bivancam'', já utilizado nos Citroen C3 e C5. Com ele, o gerenciamento dos equipamentos elétricos e eletrônicos do veículo foi simplificado, eliminando consideravelmente a quantidade de fios e conexões. Para o consumidor, os benefícios vão da maior rapidez de resposta dos comandos à menor manutenção dos componentes e dos circuitos eletrônicos.
O Picasso 2004 também teve pequenas alterações estéticas no interior. Volante, alavanca de câmbio, comandos do rádio e painel foram ''importados'' do sedã de luxo C5 e do compacto premium C3.
Além do espaço interno generoso, o primeiro Citroen fabricado no Brasil conta com outros equipamentos que aprimoram o conforto interno, como bancos dotados de apoio de braço, quatro air bags, direção hidráulica, volante com regulagem de altura, trio elétrico, painel digital, mesas tipo avião embutidas no encosto dos bancos dianteiros e ainda duplo ar-condicionado (um exclusivo para os passageiros do banco traseiro). O porta-malas é um dos maiores da categoria: de 550 até 1.350 litros com os bancos traseiros rebatidos).
O motor continua o mesmo, um eficiente 2.0 16V de 118 cv de potência. A linha 2004 chega com preços mais altos, em virtude do aumento do IPI e do repasse salarial dos metalúrgicos.


