Picapes nasceram nos anos 20
A picape nasceu nos Estados Unidos no final dos anos 20, como alternativa para utilização em atividades de trabalho. No Brasil, o veículo surgiu, a princípio, como opção para o setor agrícola. Depois, a indústria automotiva do País criou o segmento de picapes derivadas de automóveis, o que tornou o Brasil o maior produtor mundial desse modelo.
A abertura do mercado, iniciada na década passada, contribuiu para o surgimento do segmento ''mid-size'', com a importação de veículos que, gradativamente, passaram a ser produzidos no Mercosul.
Hoje, as vendas de picapes médias estão extremamente ligadas a fatores como imagem e robustez do produto. A sofisticação é uma característica cada vez mais exigida pelos compradores de picapes médias, mercado que responde por cerca de 5% do total de veículos vendidos atualmente no País. A preferência é pelos modelos de cabine dupla, motor turbodiesel e tração 4x4, apesar do preço alto, a partir de R$ 50 mil. Há menos de cinco anos, essas versões mais bem equipadas respondiam por apenas um quarto das vendas do segmento.
O público consumidor das picapes médias do Brasil está na faixa entre 25 e 50 anos, sendo, portanto, mais velho que o das picapes derivadas de automóveis, entre 18 e 25 anos. Estes modelos, entretanto, não podem ser equipados com motorização a diesel porque a legislação só permite o combustível veículos com capacidade de carga a partir de uma tonelada.





