Picape Hilux agora tem preço menor
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sábado, 10 de maio de 1997
Agência Estado 
Fotos: DivulgaçãoA Hilux, versão com tração 4x4 e cabine dupla custa entre US$ 28.648 e US$ 32.468O Mercosul possibilitou a redução de preços da picape Hilux, da Toyota, no Brasil. Já está no mercado a versão argentina do veículo a preços até 15% mais baixos do que o mesmo modelo que era importado do Japão até o início do ano. A direção da Toyota anunciou a nova tabela quinta-feira, durante apresentação à imprensa brasileira da nova fábrica da Hilux em Zárate, a 80 quilômetros de Buenos Aires.
Outra boa novidade para o consumidor brasileiro é que, além de os preços terem sido reduzidos nas duas versões da Hilux que o mercado do Brasil já conhecia, com a fábrica na Argentina foram lançadas mais seis versões do veículo. E a preços mais acessíveis. Foi lançada, por exemplo, uma versão com cabine simples, a US$ 21.408.
A versão de uso mais urbano (antes chamada de CD4x2), foi a que teve maior redução de preços. Passa a custar US$ 27.138, 15% menos que o modelo que vinha do Japão a US$ 31.998. A versão mais luxuosa, que muda o nome para SR5, teve o preço reduzido de US$ 35.298 para US$ 32.468 _ 8% menos. Fora o frete, já que o veículo chega no Porto de Vitória
A versão 4x4 de cabine simples é indicada para uso em qualquer tipo de terreno
A Toyota, a maior montadora do Japão e 3ª no ranking mundial, aposta no resultado dos investimentos que está realizando no Mercosul. Com o início da produção da Hilux na Argentina e consequente redução de preço do produto no Brasil, a venda anual dessa picape no mercado brasileiro deverá aumentar das 900 unidades comercializadas no ano passado para 4 mil este ano e 10 mil em 1998. Isso significa, segundo o diretor-superintendente da Toyota do Brasil, Hiroyuki Okabe, que a participação da marca japonesa no segmento de picapes com capacidade para uma tonelada de carga vai passar de 2% para 12% em menos de dois anos.
Segundo Okabe, a Hilux é o primeiro passo da estratégia da Toyota de investir mais no Mercosul. A fase inicial de investimentos da Toyota na região somará US$ 300 milhões até o final da década _ metade no Brasil e os outros 50% na Argentina.
A versão com maior capacidade de carga é a 4x2 cabine simples
No Brasil, a companhia está construindo uma fábrica para produzir o automóvel Corolla em Indaiatuba (SP), com previsão para começar a operar no final de 1998. Okabe confirmou os planos de fazer mais uma fábrica, no próprio terreno de Indaiatuba, para produzir outro carro, que poderá ser até um modelo popular. O tipo de veículo dependerá de resultado de pesquisa que a montadora está fazendo no País. Segundo o executivo, a decisão será tomada até dezembro.
Na Argentina, a fábrica apresentada à imprensa brasileira foi inaugurada em março. Conta com 250 funcionários e 40% do conteúdo dos veículos são peças compradas na própria Argentina. Entre os itens importados, os principais componentes do carro _ motor e caixa de câmbio _ vêm do Japão. A fábrica brasileira, localizada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, fornece eixos traseiros, freios e longarinas (barras de sustentação do chassi).
A versão com tração 4x2 tem aplicação para cidade e campo
A capacidade de produção anual na Argentina chegará a 20 mil unidades em 1998. Metade será destinada ao Brasil. Na Argentina ficarão 8 mil veículos. O restante deverá seguir para Uruguai e Paraguai.
A recente decisão do governo brasileiro, de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como forma de conter o consumo, não preocupa os japoneses da Toyota. Segundo o presidente da Toyota do Brasil, Tokuji Nagaoka, mesmo que novas medidas venham a ser anunciadas _ conforme expectativa do mercado financeiro _ os investimentos programados para uma expectativa de crescimento do mercado no Mercosul e estabilidade econômica serão mantidos. Essas medidas visam o crescimento da economia a longo prazo e para as empresas privadas é isso que importa, destacou.
Nagaoka elogiou o programa de privatização brasileiro como forma de diminuir o déficit público. Mas reclamou da necessidade de concretizar a reforma administrativa.


