Considerado como a grande aposta da Peugeot para 2013, o 208 já demonstra que tem tudo para confirmar - ou até superar - as expectativas anunciadas pelos executivos da montadora quando o modelo foi lançado, no final de março.
Desde então, o hatch já teve 4.490 unidades emplacadas, de acordo com o levantamento mensal da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Desse total, 2.610 foram comercializados somente em maio, colocando o carro como o nono mais vendido entre os hatchs pequenos.
Todo esse sucesso de vendas e aceitação do público é sentido diariamente na concessionária Ópera Peugeot, em Londrina. De acordo com o diretor comercial, Lucius Malachias, 45% de todos veículos novos vendidos na loja são unidades do 208. "O carro caiu no gosto do consumidor, principalmente nas versões Allure e Griffe. Tanto que temos fila de espera de 30 a 45 dias", afirma.
Ele destaca que entre os recursos do 208 que mais atraem os clientes estão o teto panorâmico, o kit multimídia e o volante com diâmetro reduzido.
Mas já no primeiro contato com o design externo, o modelo atrai olhares curiosos e gera uma atração notável. Esta e outras impressões foram percebidas pela reportagem da FOLHA, que na última semana testou o 208 na versão top de linha, Griffe. Esse foi o segundo contato com o carro, já que o primeiro aconteceu durante a apresentação da montadora à imprensa, na versão intermediária Allure, equipada com o motor 1.5 e câmbio manual de cinco velocidades.
O Peugeot 208 Griffe conta com o propulsor 1.6, que promove 122 cavalos de potência máxima e 16,4 kgfm de torque. A motorização dispensa o uso do reservatório de gasolina para partida a frio quando o veículo está abastecido com etanol.
Já o câmbio é automático, com quatro marchas, podendo ser utilizado no modo manual, tanto na alavanca do câmbio quanto nas borboletas do volante.
O conjunto mecânico proporciona uma condução bem ágil, com arrancadas e retomadas fortes e mudanças de marchas eficientes, embora apresentem alguns trancos. As trocas respondem bem ao comportamento do pé no acelerador: quando o motorista pisa suave, as marchas mudam mais rapidamente. O contrário ocorre ao acelerar fundo.
No segundo caso não há como não sentir falta de uma ou mais marchas, o que possibilitaria um desenvolvimento mais suave e dinâmico da velocidade. O que ocorre é que, abaixo dos 100 km/h, o carro passa muito tempo entre as segunda e terceira marchas.
A transmissão ainda conta com a função "S", de Sport, que estica ainda mais as marchas, tornando o 208 mais agressivo. O recurso se mostra muito útil quando uma ultrapassagem mais rápida e com pouco espaço se faz necessária.
É possível também acionar o botão para ativar o controle de tração, voltado para situações que exijam maior aderência, como tempo chuvoso, por exemplo. Mas o recurso também pode ser utilizado para fazer curvas em alta velocidade de forma mais segura. O item segurança é garantido também pela direção eletrônica, que se em velocidades mais baixas é suave, ao se dirigir mais rápido, se torna mais rígida.
Com tudo isso à mão e mais um teto panorâmico à disposição, pode ser um pouco difícil para o motorista do 208 ficar estressado, ainda mais se o clima colaborar e proporcionar um céu azul ou repleto de estrelas.
Já o sistema de multimídia garante navegação, entretenimento e comunicação de forma completa - mas não complicada - e de certa forma até intuitiva.
O 208 Griffe também inclui ar condicionado digital de duas zonas, sensor de estacionamento, sistemas de faróis e limpadores de para-brisa automáticos, entre outros equipamentos.
A versão mais completa do modelo tem preço tabelado R$ 54.690. Já a Allure custa a partir de R$ 45.990 e a opção de entrada, Active, sai a partir de R$ 39.990.

mockup